domingo, 31 de maio de 2009

64 anos depois......

....Porto Alegre volta a receber a Copa do Mundo.


Estádio dos Eucaliptos em jogo na copa de 1950



domingo, 24 de maio de 2009

Camisa do Grêmio 2009



Para mais fotos: site do Grêmio

terça-feira, 19 de maio de 2009

Voluntários na campanha de Obama: o papel das redes sociais e das novas tecnologias

O economista e ativista Cezar Busatto, que participou como voluntário na campanha de Barak Obama à presidência dos Estados Unidos, tendo inclusive escrito um livro sobre o tema " Um voluntário na campanha de Obama" convida, através de seu excelente blog "Vida Democrática" para palestra da psicóloga norte-americana Bárbara Oceanlighta ser realizada na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, no dia 08 de junho às 19 horas.
A seguir o texto extraído do site da Câmara

A Escola do Legislativo Julieta Battistioli, da Câmara Municipal de Porto Alegre, promove no próximo dia 08 de junho, às 19 horas, no Plenário Otávio Rocha, a palestra “Voluntários na Campanha de Obama: o papel das redes sociais e das novas tecnologias”, a ser proferida pela psicóloga norte-americana Barbara Oceanlight.

A palestrante, ativista comunitária, foi voluntária na campanha do candidato democrata à presidência Barack Obama. Sua contribuição à frente do voluntariado é tida como determinante para o sucesso da campanha presidencial de Obama no estado de Nevada, no qual,historicamente, os republicanos costumavam vencer as prévias.A palestra focará três principais aspectos inovadores da campanha do presidente norte-americano, quais sejam: a criação de rede devoluntários, integrada por cinco milhões de pessoas; o uso da tecnologia e o financiamento feito pelos próprios eleitores, através de contribuição voluntária, o que resultou na campanha com maiores recursos financeiros na história dos Estados Unidos.

Inscrições para o evento.
Os organizadores pedem a doação de um quilo de alimento não perecível ou um agasalho para ajudar as famílias da Vila Chocolatão.

domingo, 17 de maio de 2009

Souza – cabra macho

Willamis de Souza Silva nasceu no dia 04 de fevereiro de 1979 em Maceió, Alagoas e joga no Grêmio.

Quando ingressou no Grêmio, Souza declarou textualmente:

“- Eu sempre defendo as cores do clube em que estou. Se falarem algo de um lado, tem bala na agulha do outro”

O jogador esteve em campo no jogo em que o tricolor gaúcho foi acintosa e escancaradamente prejudicado pelo árbitro Wilson Luiz Seneme (lembrem de Grêmio x Flamengo em 2008). Seneme passou a partida inteira intimidando, ou pelo menos tentando intimidar os jogadores do Gêmio e no minuto final do jogo marcou um penalti inexistente.

A postura de Souza durante, no intervalo e após a partida de ontem, entre Atlético Mineiro x Grêmio mostra que a declaração inicial não foi apenas jogo de palavras. Corajosamente, enfrentou a arrogância de Seneme, denunciou a atitude do juiz no intervalo e, de forma enfática, protestou ao final do jogo. (leiam ou ouçam aqui a entrevista)

A atitude corajosa de Souza poderá lhe render conseqüências negativas. Afinal, quando é para incriminar jogadores, o que aparece na TV é sempre considerado prova irrefutável. O mesmo não se pode dizer no caso das imagens comprovarem erros grosseiros de arbitragem. Como disse Souza, na entrevista após o jogo: “Dois pesos e duas medidas”.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Gracias, Hermano

Fim de tarde de sexta-feira, ouço uma voz chamando meu nome no portão, com forte sotaque dos países do Prata. Meia desconfiada – tristes tempos! – abro a porta e vejo um rapaz com aparência condizente com o sotaque: altura mediana, cabelos e olhos escuros, pele morena clara, nariz pronunciado, quase um sósia do jogador Herrera, do Grêmio. Em outras palavras, um típico rioplatense.

Com seu português atravessado me informa que achou minha carteira com cartão, dinheiro e boleto pago, o que possibilitou minha localização. Entregou-me meus pertences com a postura típica de quem considera que cumpriu uma obrigação. Ouviu meus agradecimentos e seguiu seu caminho.

Publicamente externo ao jovem argentino chamado Maximiliano, que mora em Canoas há seis meses, conforme fui informada em nossa rápida conversa os meus sinceros agradecimentos. Estes aparentemente pequenos gestos que nos fazem ainda acreditar que resta esperança.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

“Mucho gracias and obrigado”

Do blog de Noel Gallagher (indicado pelo leitor Vitor Hugo Zorzi, fã de primeira hora do Oasis):

Falo agora diretamente para vocês, povo da América do Sul. Vocês foram maravilhosos. Foi um privilégio tocar para vocês. As memórias dessa nossa pequena turnê ficarão comigo por muito tempo. Mucho gracias e obrigado.Hasta luego.

Nós é que agradecemos, Noel e ficamos esperançosos com o “hasta luego”. E felizes por saber que Porto Alegre fez diferença na maneira como a banda encarou a turnê. Os posts mostram isso.

Noite de celebração ao rock´n roll

IMG078-01Créditos da foto: Mauricio Rezende Pereira

A fila para a entrada do show do Oasis daria orgulho ao velho Winston Churchill. Segundo o velho estadista britânico, mesmo que um dia a Inglaterra perecer, os tesouros culturais do Império Britânico continuariam vivos para testemunhar a grandeza da nação. Pois o que víamos ali ao lado do Ginásio Gigantinho, em Porto Alegre, num ameno e nublado fim de de outono gaúcho, era um verdadeiro cortejo de gente que estaria disposta, se perguntada, a defender essa legado. O cortejo de anglófilos incluía a presença bandeiras do Reino Unido e da Inglaterra em diferentes tamanhos, faces pintadas com as cores da Grã-Bretanha, cabelos cortados à brit poppers, arremedos de chavs e muitas camisetas do English Team (incluindo uma retrô da copa de 66, a 9 de Bobby Charlton) e de clubes de futebol da Premier League, sobretudo dos quatro grandes: Arsenal, Manchester United, Liverpool e Chelsea. O engraçado é que muitos daqueles fãs talvez não saibam que os irmãos Gallagher, nascidos e criados em Manchester, não torcem para o time de Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney e Carlitos Tevez, mas sim pelo Manchester City, menos rico e muito menos conhecido que o rival. Só dentro do ginásio foi possível ver uma ou outra camisa do City. E muitas, muitas bandeiras. O Gigantinho transformou-se numa miniatura de Wembley nesta noite de terça-feira.

E não foi só lá. Há uma semana, a banda tocou em Caracas, na Venezuela, no início da turnê sul-americana e o que se viu nas filas em volta do local do show foi exatamente a mesma coisa, mesmo num país onde tudo o que tem a ver com o estrangeiro vem sendo escorraçado. O que o Oasis leva de inglês para o mundo não é apenas o sotaque característico de sua Manchester natal (incompreensível até mesmo para muitos londrinos) mas um conjunto de atitudes em relação ao resto do mundo e ao próximo que caracteristicamente sempre se identificou com eles. E estas características ficaram claramente demonstradas no show desta noite.

O escolhido para aquecer os instrumentos do Oasis foi a banda gaúcha Cachorro Grande, e não por acaso. Fundado na mesma tradição de rock britânico do Oasis – The Who, Rolling Stones, The Jam e, principalmente, os Beatles – o grupo portoalegrense é daqueles que nunca deixam de cumprir o que prometem. As roupas estilizadas emulam o final dos anos 60 e é isso que eles dão ao público: rock sessentista, com guitarras distorcidas à Stooges (provavelmente a única referência americana que eles têm) e temáticas tipicamente mod. Goste-se deles ou não, o fato é que o Cachorro Grande executa à perfeição o que se propõe – até o cover de Helter Skelter, dos Beatles, encerrando a noite, foi simplesmente perfeito,com direito a Beto Bruno transformando o cabo do microfone em um laço, à Roger Daltrey.

O Oasis entrou logo depois e também cumpriu tudo o que prometeu, como sempre. Pode-se acusá-los de tudo, menos de incompetência. As vezes em que os shows do Oasis não são tudo o que se espera só ocorrem por falta de interação público-banda, o que definitivamente não ocorreu ontem à noite. A postura sóbria e sobranceira de Liam Gallagher à frente do microfone, encarando o público enlouquecido pelos seus ídolos, era volta e meia quebrada por palmas sinceras do cantor para a platéia e uma ou outra palavra dirigida a eles. Em se tratando de Oasis, isto é muito, mas muito mesmo. Eles nunca trocam palavra com o público. Com seus poucos e calculados gestos, Liam Gallagher deu uma verdadeira aula de como ter os fãs na mão, agradecendo na medida certa e dando a atenção calculada para compor o quadro de gentleness que permeou toda a apresentação do Oasis. A porra-louquice começou e acabou no show do Cachorro Grande. Liam é a propria definição de carisma que resiste a toda postura antipática.

Com Noel nao é tanto assim. Mais velho, de cabeça baixa, é até melhor cantor do que Liam – o momento apoteótico do show, a execução de Don´t Look Back In Anger, o confirma – mas não resta a menor dúvida de que o Oasis, ao menos ao vivo, depende miseravelmente da presença do seu irmãozinho. Comparando com o futebol – uma paixão dos Gallagher transferida para os fãs, que se comportam como torcedores -, é como se Noel fosse o meia-armador-faz-tudo em campo e Liam fosse o artilheiro carismático que faz acrobacias para a torcida quando marca um gol. Ambos são necessários para o fim que se propõe.

O show do Oasis durou 1h40min. O da Cachorro Grande, por volta de 1 hora. Não ouvimos em nenhum deles algum apoio para salvar a África, o Timor Leste ou até mesmo a favela mais próxima. Não ouvimos discursos dos Gallagher sobre conscientização ambiental ou política. O Oasis não quer mudar o mundo dessa forma. Aliás, não quer mudar o mundo de maneira algum. É apenas um ótimo grupo de rock – muito longe dos seus heróis, os Beatles, e provavelmente não integra o panteão roqueiro de todos os tempos. O Oasis não está pensando nisso. Está pensando em cumprir o que se propõe a fazer – e isso eles fazem com poucos.