domingo, 5 de julho de 2009

Rolando Schiavi – o Homem-Libertadores




24-03-2007 5Schiavi saindo do treino no Olímpico, em 2007

Quando o juiz apitou o final de Nacional 1 x 2 Estudiantes, em Montevidéu, o zagueiro argentino Rolando Schiavi se encaminhava para contar a sua quarta final de Libertadores. Foram duas com o Boca Juniors (2003 e 2004), uma com o Grêmio (2007) e agora mais uma com o Estudiantes. Ganhou dois títulos (em 2001 e 2003) e vai em busca do terceiro junto com seus companheiro de clube, dentre os quais conta o meio-campista Juan Sebastian Verón, da Seleção Argentina.

Schiavi está prestes a alcançar um recorde: o de jogador em atividade que mais disputou finais de Libertadores. Segundo estatísticas da revista Conmebol, quem detém o título de maior numero de participações em finais de Libertadores é o argentino Francisco Sá, disputando 15 partidas entre Independiente e Boca Juniors. A questão é que, na época de Francisco Sá, as finais de Libertadores eram disputadas em três partidas, em vez das duas de hoje, o que causa uma distorção entre os números atuais e os de antigamente.Dentre os jogadores em atividade, porém, não restam dúvidas de que Schiavi é o líder junto ao jogador Júnior, ex- São Paulo e Palmeiras e atualmente no Atlético Mineiro.

Quem assistiu ao jogo Estudiantes x Nacional, válido pela semifinal, pôde comprovar que as qualidades que fizeram de Schiavi um dos líderes do Boca Juniors na primeira metade dos anos 2000 continuam lá: a segurança nas jogadas áereas, o senso de posicionamento, a força física descomunal, o comprometimento com a equipe – quando estava no Grêmio, em 2007, jogou suas últimas partidas com a mesma gana de um iniciante, mesmo sabendo que já seria transferido para o Newells Old Boys- , e a simplicidade de zagueirão que não tem medo de chutar a bola para lateral quando é necessário. Ou seja, Schiavi, aos 36 anos, continua tão Schiavi quanto sempre foi. Inclusive na fome por títulos.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

PVC – “A torcida do Grêmio se sentiu acolhida”

Como se não bastasse a ESPN Brasil, através de seus comentaristas, falarem das declarações de Elicarlos contra Maxi Lopez como sendo verdade absoluta, mesmo não havendo prova alguma do ocorrido, Paulo Vinícius Coelh, agora a pouco, falou sobre a torcida racista do tricolor gaúcho.

Oportunisticamente, a mídia criou um caso de racismo envolvendo a torcida do Grêmio durante a partida de ontem. Criou, isto mesmo. Eu estava no estádio e não ouvi absolutamente nada. Mas era de se esperar que a mídia mentirosa e oportunista criasse um fato destes. A mídia, há tempo, esperava por uma oportunidade pra chamar a torcida gremista de racista.

PVC falou como se o estádio, em uníssono, tivesse chamado Elicarlos de macaco. Mentira. Isso não ocorreu. Manifestações isoladas, se é que ocorreram, não traduzem o que é “a torcida do Grêmio”. PVC, ao comentar o ‘fato’, falou sobre uma declaração do jogador Seedorf, que certa vez disse que “falar sobre racismo gera mais racismo”. Segundo PVC, foi isso que ocorreu ontem. Nas palavras do comentarista, “a torcida do Grêmio se sentiu acolhida pelos fatos ocorridos em Minas Gerais”. Isso mesmo. A torcida do Grêmio. Este bando de nazistas, racistas, antes das declarações de Elicarlos, se continham e não manifestavam todo seu racismo no estádio do time fascista do Grêmio. Agora, porém, é diferente. A torcida do Grêmio, nas palavras de PVC,” se sentiu acolhida”, e, assim, pôde manifestar toda sua fúria racista. A torcida do Grêmio, como um todo, todos os homens, mulheres e crianças brancos, negros, asitáticos, enfim, todos os 46 mil que estavam ontem no estádio com a única preocupação de apoiar o clube do coração.

PVC falou da “torcida do Grêmio”. Não de “alguns baderneiros”, ou de “uma parte pequena da torcida”. Falou da torcida do Grêmio, falou de mim, falou de ti, gremista, que foi ao jogo e nada fez. Para o comentarista Paulo Vinícius Coelho, a torcida do Grêmio, da qual faço parte, se sentiu acolhida pelo “episódio” envolvendo Maxi Lopez. Para o comentarista Paulo Vinícius Coelho (o mesmo que, diga-se de passagem, antes mesmo do jogo do Mineirão se referiu ao Cruzeiro, em ato falho, como ‘finalista’), a torcida do Grêmio é uma grande massa racista, que fica na espreita, esperando fatos como os gerados por Elicarlos para se sentir acolhida e manifestar seu ódio racial.Odioso preconceito.

Discutindo a crise

crise


A atual crise econômica pôs em discussão aquilo que há poucos meses era tido como indiscutível: o capitalismo. De uma hora para outra, o bom e velho neoliberalismo claudicou e, hoje, ninguém se atreve a defendê-lo em público. Livros empoeirados do velho Keynes – e do ainda mais velho Karl Marx – saíram do canto das prateleiras e passaram a ser relidos com o fervor de quem procura a cura para uma doença. Como costuma acontecer em momentos como esse, marxistas saíram da toca como formigas provocadas e passaram a picar as pernas de todo mundo com a velha e boa retórica do fim do capitalismo devido aos seus problemas internos. Alguns, porém, vão um pouco além da retórica. É o caso de Istvan Meszáros e seu A Crise Estrutural do Capital (Boitempo Editora, 136 páginas).

Como todos os livros de Meszaros, este é um livro marxista. Duramente marxista. Aliás, poucos dos pensadores modernos são tão irrenunciavelmente marxistas quanto Meszaros – e poucos são capazes de fazer análises tão inteligentes e refinadas do mundo de hoje como ele. Húngaro, ex-aluno de Gyorgy Lukács, Meszaros enxerga no mundo de hoje, e com excelentes argumentos, um momento crucial de crise no capitalismo. Além disso, acredita que é preciso apresentar uma alternativa a esse sistema condenado. Esta alternativa é, naturalmente, o comunismo. Todos sabem o que acontece num regime comunista e todos sabem que devemos evitá-lo a todo custo. O problema é que comunistas como Meszáros, apesar disso tudo, não deixam de ter razão em muito do que dizem. O que fazemos com eles, então? Não sei. Mas sei que precisamos lê-los.

Onde encontrar: (11) 3875 7250
www.boitempo.com.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Treino é jogo

A torcida do Grêmio mostrou que para ela, treino é jogo. Mais uma vez o time gremista teve o apoio e o carinho de seu torcedor em momento que busca superação de dificuldades. Mais de três mil pessoas estiveram no Olímpico e a Geral do Grêmio cantou os tradicionais cânticos de incentivo sob o embalo dos intrumentos. O clima reinante era de confiança e vontade de participar auxiliando o time. Os jogadores sentiram essa vibração. Observamos Maxi Lopez fazendo sinais de vibração com o ritmo das canções. Aliás, Maxi foi muito aplaudido quando deixou o gramado em clara demonstração de apoio dos gremistas ao centroavante.

Ao final, os jogadores e Paulo Autuori agradeceram o apoio, aplaudindo os torcedores.

DSC02814

Torcida entrando no estádio


DSC02815

Torcedor com seus bumbos, suas bandeiras e sua esperança

DSC02816

DSC02819.

DSC02823.DSC02834

DSC02835

Apoio a Maxi Lopez

DSC02836

DSC02829
Jogadores aplaudem a torcida ao final do treino

domingo, 28 de junho de 2009

Vamos seguir a canção

Na quinta-feira à noite, o Grêmio enfrenta o Cruzeiro pela partida de volta das semifinais da Copa Libertadores da América. O desafio parece impossível: fazer 2 x 0 em uma equipe tarimbada, um clube acostumado a jogar decisões por mata-mata. Somado a isso está o fato de que o ataque do Grêmio está inoperante. Uma missão dificílima, portanto.

Mas voltemos no tempo: há dois anos atrás o Grêmio enfrentava o Santos nas semifinais do torneio. Assim como o Cruzeiro, o clube da baixada paulista também tinha um histórico de complicar para o Grêmio, ainda mais em seus domínios. Dito e feito: o jogo na Vila Belmiro terminou 3 x 1 para o Santos. Mas mesmo assim o Grêmio classificou! Havia feito…2 x 0 no Estádio Olímpico.

Como foi possível àquela época um resultado deste porte jogando em casa? Não podemos dizer que foi superioridade técnica e tampouco sorte. Quem fez a diferença naquele 30 de maio de 2007 foram aqueles que Muricy Ramalho afirmou não saberem nada de futebol: os torcedores. Desde o primeiro minuto o Estádio Olímpico pulsou como jamais havia pulsado, cantando em uníssono canções pelo Grêmio. O segundo gol, o zagueiro santista Adailton afirmou dias depois, aconteceu porque “era impossível ouvir os avisos dos companheiros, tamanho o barulho que vinha das arquibancadas”. A torcida gremista vivia o seu auge cantando sempre, em uma só voz, em busca do mundial.

A Geral do Grêmio dava o tom e o Olímpico seguia a canção, tranformando-se no temido caldeirão.

Circunstâncias que não serão objeto deste post modificaram um pouco o quadro da torcida do Grêmio. Hoje os torcedores não sabem qual canção seguir, e o que antes era um canto que se ouvia em alto e bom som de qualquer ponto do estádio, hoje se perde no meio do caminho em razão de ter duas torcidas que “puxam” músicas diferentes: Geral e Velha Escola.

Quinta-feira o Grêmio precisa jogar realmente em casa, precisa que o adversário sinta temor pela força da torcida gremista, e isso só vai ocorrer se o Olímpico inteiro seguir em uníssono a mesma canção.


sábado, 27 de junho de 2009

O crime de Maxi López

Está aberta a temporada de caça a argentinos. Você, que mora na fronteira do Rio Grande do Sul com o país do tango, pode tirar do porão aqueles velhos Schmidt & Wesson que seu bisavô usava para correr com os castelhanos nos momentos de tédio. Limpe o cano, veja se o interior dele precisa de um polimento, ajuste a mira e prepare-se para usá-lo no primeiro cabeludo de nariz pronunciado que aparecer diante de você pedindo "dame dos" ou algo parecido. Fique à vontade. Gaste as balas que quiser. Os argentinos, desde quarta feira passada, são oficialmente inimigos do Brasil.

A situação lembra-me um pouco aquela cena de "Estamos todos bem", de Giuseppe Tornatore, em que Marcelo Mastroiani é parado na rua por um policial romano que lhe pergunta quem é e o que faz. Mastroiani responde: "sou siciliano. É algum crime?". Para muitos italianos de Roma para cima, ser siciliano é, sim, um crime. Para muitos brasileiros, crime ainda maior é o de ser argentino. Para Wianey Carlet, os platinos têm mesmo o hábito de chamar os brasileiros de macacos. Para os jornalistas do SporTV, que cobriram o acontecido em primeira mão, é certo que Wagner e Elicarlos têm razão e Maxi Lopez é, sim, um racista de marca maior. Pensa a mesma coisa o autor do Blog do Torcedor do Cruzeiro, P.C. Almeida, para quem Maxi tem de pagar por um crime que ninguém ainda comprovou que cometeu. E muitos outros pensam a mesma coisa. Não interessa se o vídeo não mostra claramente o que Maxi Lopez disse ou não disse. Não interessa quão estranha foi a atitude de Elicarlos, deixando para denunciar ao final do jogo um fato - e um fato supostamente gravíssimo - ocorrido no primeiro tempo. Não interessa saber se, afinal, a palavra "macaco" existe ou não existe no idioma espanhol (e não existe). Tampouco interessa a amizade de Maxi Lopez com Ronaldinho Gaúcho, nascida durante a época de Barcelona. Nada disso interessa. A única coisa que interessa é a nacionalidade de Maxi López. Ele é argentino, e isso é um atestado definitivo de que se trata de um racista empedernido, um neonazista, um tipo que passa os jogos chamando os jogadores negros de macacos.

Muitos lembram de casos semelhantes, como o do também argentino Desábato, o de Antonio Carlos quando atuava no Juventude, os de vários jogadores europeus que sentiram na pele (literalmente) gritos racistas das torcidas adversárias e dos próprios adversários. Lembram disso mas esquecem de que, nesses casos, há provas conclusivas que vão muito além dos preconceitos de nacionalidade que fundamentam as acusações ao atacante tricolor.Estes acontecimentos distintos foram colocados lado a lado pelos motivos errados. Eles têm, sim, algo em comum: a impossibilidade de defesa. As câmeras flagraram Desábato, logo, ele não tem muito o que dizer em sua defesa. As câmeras também flagraram Antônio Carlos e ele também não tem o que fazer quanto a isso. Não podem se desculpar pelos crimes que cometeram, assim como Maxi Lopez. Desse crime - o de ser argentino - ele será eternamente culpado.

Canoas, 70 anos - a moça se arruma para a festa

O dia 27 de junho marca o 70º aniversário da emancipação política de Canoas (RS). Às vésperas da festa, o prédio histórico do Paço Municipal recebeu um tratamento à altura da importância da data.

foto6

foto7

DSC02804

foto9

foto10

foto11