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quinta-feira, 14 de maio de 2009

“Mucho gracias and obrigado”

Do blog de Noel Gallagher (indicado pelo leitor Vitor Hugo Zorzi, fã de primeira hora do Oasis):

Falo agora diretamente para vocês, povo da América do Sul. Vocês foram maravilhosos. Foi um privilégio tocar para vocês. As memórias dessa nossa pequena turnê ficarão comigo por muito tempo. Mucho gracias e obrigado.Hasta luego.

Nós é que agradecemos, Noel e ficamos esperançosos com o “hasta luego”. E felizes por saber que Porto Alegre fez diferença na maneira como a banda encarou a turnê. Os posts mostram isso.

Noite de celebração ao rock´n roll

IMG078-01Créditos da foto: Mauricio Rezende Pereira

A fila para a entrada do show do Oasis daria orgulho ao velho Winston Churchill. Segundo o velho estadista britânico, mesmo que um dia a Inglaterra perecer, os tesouros culturais do Império Britânico continuariam vivos para testemunhar a grandeza da nação. Pois o que víamos ali ao lado do Ginásio Gigantinho, em Porto Alegre, num ameno e nublado fim de de outono gaúcho, era um verdadeiro cortejo de gente que estaria disposta, se perguntada, a defender essa legado. O cortejo de anglófilos incluía a presença bandeiras do Reino Unido e da Inglaterra em diferentes tamanhos, faces pintadas com as cores da Grã-Bretanha, cabelos cortados à brit poppers, arremedos de chavs e muitas camisetas do English Team (incluindo uma retrô da copa de 66, a 9 de Bobby Charlton) e de clubes de futebol da Premier League, sobretudo dos quatro grandes: Arsenal, Manchester United, Liverpool e Chelsea. O engraçado é que muitos daqueles fãs talvez não saibam que os irmãos Gallagher, nascidos e criados em Manchester, não torcem para o time de Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney e Carlitos Tevez, mas sim pelo Manchester City, menos rico e muito menos conhecido que o rival. Só dentro do ginásio foi possível ver uma ou outra camisa do City. E muitas, muitas bandeiras. O Gigantinho transformou-se numa miniatura de Wembley nesta noite de terça-feira.

E não foi só lá. Há uma semana, a banda tocou em Caracas, na Venezuela, no início da turnê sul-americana e o que se viu nas filas em volta do local do show foi exatamente a mesma coisa, mesmo num país onde tudo o que tem a ver com o estrangeiro vem sendo escorraçado. O que o Oasis leva de inglês para o mundo não é apenas o sotaque característico de sua Manchester natal (incompreensível até mesmo para muitos londrinos) mas um conjunto de atitudes em relação ao resto do mundo e ao próximo que caracteristicamente sempre se identificou com eles. E estas características ficaram claramente demonstradas no show desta noite.

O escolhido para aquecer os instrumentos do Oasis foi a banda gaúcha Cachorro Grande, e não por acaso. Fundado na mesma tradição de rock britânico do Oasis – The Who, Rolling Stones, The Jam e, principalmente, os Beatles – o grupo portoalegrense é daqueles que nunca deixam de cumprir o que prometem. As roupas estilizadas emulam o final dos anos 60 e é isso que eles dão ao público: rock sessentista, com guitarras distorcidas à Stooges (provavelmente a única referência americana que eles têm) e temáticas tipicamente mod. Goste-se deles ou não, o fato é que o Cachorro Grande executa à perfeição o que se propõe – até o cover de Helter Skelter, dos Beatles, encerrando a noite, foi simplesmente perfeito,com direito a Beto Bruno transformando o cabo do microfone em um laço, à Roger Daltrey.

O Oasis entrou logo depois e também cumpriu tudo o que prometeu, como sempre. Pode-se acusá-los de tudo, menos de incompetência. As vezes em que os shows do Oasis não são tudo o que se espera só ocorrem por falta de interação público-banda, o que definitivamente não ocorreu ontem à noite. A postura sóbria e sobranceira de Liam Gallagher à frente do microfone, encarando o público enlouquecido pelos seus ídolos, era volta e meia quebrada por palmas sinceras do cantor para a platéia e uma ou outra palavra dirigida a eles. Em se tratando de Oasis, isto é muito, mas muito mesmo. Eles nunca trocam palavra com o público. Com seus poucos e calculados gestos, Liam Gallagher deu uma verdadeira aula de como ter os fãs na mão, agradecendo na medida certa e dando a atenção calculada para compor o quadro de gentleness que permeou toda a apresentação do Oasis. A porra-louquice começou e acabou no show do Cachorro Grande. Liam é a propria definição de carisma que resiste a toda postura antipática.

Com Noel nao é tanto assim. Mais velho, de cabeça baixa, é até melhor cantor do que Liam – o momento apoteótico do show, a execução de Don´t Look Back In Anger, o confirma – mas não resta a menor dúvida de que o Oasis, ao menos ao vivo, depende miseravelmente da presença do seu irmãozinho. Comparando com o futebol – uma paixão dos Gallagher transferida para os fãs, que se comportam como torcedores -, é como se Noel fosse o meia-armador-faz-tudo em campo e Liam fosse o artilheiro carismático que faz acrobacias para a torcida quando marca um gol. Ambos são necessários para o fim que se propõe.

O show do Oasis durou 1h40min. O da Cachorro Grande, por volta de 1 hora. Não ouvimos em nenhum deles algum apoio para salvar a África, o Timor Leste ou até mesmo a favela mais próxima. Não ouvimos discursos dos Gallagher sobre conscientização ambiental ou política. O Oasis não quer mudar o mundo dessa forma. Aliás, não quer mudar o mundo de maneira algum. É apenas um ótimo grupo de rock – muito longe dos seus heróis, os Beatles, e provavelmente não integra o panteão roqueiro de todos os tempos. O Oasis não está pensando nisso. Está pensando em cumprir o que se propõe a fazer – e isso eles fazem com poucos.

domingo, 5 de abril de 2009

15 anos sem Kurt Cobain

Na entrada de Aberdeen, cidadezinha do noroeste dos EUA, há uma placa que recepciona os visitantes com os seguintes dizeres: “Come as you are” (venha como você é). Alguns visitantes incautos talvez possam pensar que ela é um aviso para o forasteiro com segundas intenções. Talvez pudesse ser assim. É certo que Aberdeen é uma cidade pequena, e, como as cidades pequenas – e, ainda mais, as cidades pequenas dos EUA – é cheia de pessoas que vêm até você e mostram-se claramente, como elas de fato são, sem cinismos nem duas caras. Mas a placa não está lá por causa disso. Está lá por causa da música composta por seu filho mais ilustre, Kurt Cobain, cujos versos incluíam uma demonstração cabal de frontalidade: “And I swear that I don’t have a gun” – eu juro que não trago uma arma.

Kurt Cobain foi uma criança tímida e um adolescente inseguro, presa fácil das más companhias. Filho de família desestruturada – conta-se inclusive que sofreu abusos por parte do padrasto – nunca teve a necessária formação para resolver os problemas que a vida (e,em especial, a vida de celebridade) impinge a todos nós. Nunca lhe disseram para cuidar com quem andasse, para não confiar cegamente nos estranhos e nem lhe deram qualquer exemplo prático de que este tipo de conduta dava certo. Nunca lhe deram lição alguma. Nunca lhe deram ajuda alguma, nunca lhe protegeram – nunca lhe deram as armas necessarias para enfrentar o que qualquer um de nós, bons e respeitáveis cidadãos, enfrentamos bem armados todos os dias. E vivemos bem armados, cada vez que abrimos a boca ou que emprestamos um ouvido a outros. Kurt Cobain encarou o nosso mundo de peito aberto. Sem armas nem armaduras, recebeu cada um dos golpes e dos tiros que o inimigo lhe desferiu. Incapaz de, na solidão, encarar as cicatrizes que lhe cobriam o corpo e a alma, refugiou-se nas drogas e no álcool, sem saber que também eles eram responsáveis por muitas destas cicatrizes, e , há exatos 15 anos, encontrou sossego da única maneira que pessoas como ele podem sossegar.

sábado, 4 de abril de 2009

Oasis em Porto Alegre

Quando no ano passado foi anunciada a vinda da banda norte-americana R.E.M. para Porto Alegre, os fãs comemoraram. Trata-se de uma das maiores bandas da história do rock e com uma capacidade invulgar de cativar todas as faixas de idades. Previa-se que os ingressos para o show no Gigantinho ou Pepsi On Stage fossem esgotados rapidamente. Mas, contrariando todas as previsões, o palco escolhido para o show foi o estádio Passo D´Areia, do São José, clube pequenino da capital – ou se preferirem, no Zequinha Stadium.

O espanto foi geral. Nos últimos anos Porto Alegre havia sido palco de muitos bons shows, mas todos em casas menores: a capacidade do Gigantinho é de 13~14 mil pessoas e do Pepsi On Stage é de 6 mil pessoas – e mesmo assim alguns não lotaram. Trazer uma banda que não estava propriamente em seu auge para fazer o maior show da miniturnê brasileira foi uma aposta perigosa da organização. Mais: foi um teste para Porto Alegre. Aquele show determinaria se a capital gaúcha estaria apta a receber shows deste porte. Chegado o dia do espetáculo, mais de 15 mil pessoas assistiram ao excelente concerto do R.E.M. dos cerca de quase 18 mil ingressos colocados à venda. No vestibular de sua própria capacidade, Porto Alegre foi aprovada. E as conseqüências – positivas, diga-se de passagem – começam a aparecer com força neste ano.

A confirmação do show do Oasis em Porto Alegre para o próximo 12 de maio mostra que a cidade já não é mais vista como apenas mais uma no rol das escolhidas pelas grandes produções. Pelo contrário: o Gigantinho, palco escolhido para o evento, tem mais capacidade de público que o Citibank Hall que abrigará os britânicos na apresentação em São Paulo. Ou seja, Porto Alegre está sendo considerada pelos organizadores do evento como um dos expoentes de público musical no país. Nas três oportunidades em que veio ao Brasil (sendo uma delas o Rock in Rio 3 onde a banda tocou para o maior público de sua história, cerca de 200 mil pessoas) jamais Porto Alegre foi cogitada para receber o espetáculo. Menos mal para os fãs que agora terão a oportunidade de ver de perto a banda que liderou o movimento britpop na metade dos anos 90.

O Oasis vem ao Brasil promover seu mais recente lançamento, Dig Out Your Soul. Os ingressos para o show em Porto Alegre já estão no seu segundo lote e a expectativa é que esgotem rapidamente. Não há quem discorde de que é o espetáculo do ano na esfera musical – friso musical porque o espetáculo do ano em Porto Alegre será o título continental do Grêmio, o maior clube da cidade – e este blog sugere que quem queira assistir vá comprar seu ingresso rapidamente, para evitar que olhem para trás com raiva e fiquem a se remoer por ter deixado passar a chance de assistir esta que foi uma das maiores bandas dos anos 90.

DICAS PARA QUEM VAI AO SHOW:

- Não use camisas do Manchester United pensando que está abalando: apesar de serem da cidade de Manchester, os Irmãos Gallagher são supporters do Manchester City, o rival dos Red Devils

- Não leve a sério as “brigas” no palco dos integrantes: faz parte da interação – ou o que eles imaginam ser interagir – com a platéia

- Não solte gritinhos histéricos quando Don´t Look Back in Anger for cantada. Ou em Wonderwall. Ou em Masterplan. Ou em Songbird. Para ser mais honesto, não solte gritinhos histéricos. OK???

- Beba água. O Gigantinho tem o dom de se transformar em um forno mesmo com a temperatura externa lembrando um inverno glacial.

- Estejam com os ouvidos atentos. Liam é beberrão e este será o último show na turnê brasileira. Ou seja, a chance da voz do Gallagher vocalista estar avariada é considerável.

- CHEERS

segunda-feira, 23 de março de 2009

Nicole Ritchie tentando ser Lady Gaga

nicolepoker

Será que Nicole Ritchie está tentando concorrer com a nova diva pop Lady Gaga, fazendo sua melhor “Poker Face”??

gaga

Escrito por Miss Lou Lou

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

BLUES DA ENCRUZILHADA *


*Maurício Rezende Pereira

johnsion

Opa amigos do blog, venho a vós novamente escrever sobre música (como de praxe). Dessa vez venho lhes apresentar com certeza um dos maiores musicos de todos os tempos, musico do delta blues, e inventor de novas tecnicas usadas por muitos até hoje.

Enfim, vamos logo com a breve historia de sua vida, que não posso esconder de meu caros amigos, que vem a ser um pouco misteriosa e um tanto curiosa.

Robert Leroy Johnson (ou somente Robert Johnson) foi um guitarrista e cantor de Blues, um dos melhores eu diria. Viveu razoavelmente pouco, de 1911(data não comprovada) até 1938, data de sua estranha morte, a qual falaremos a seguir.

Johnson escreveu somente 29 musicas, que até hoje são tocadas pelos maiores nomes da musica mundial como Eric Clapton.

Dizem os sussurros mais distantes, que Robert tenha conseguido sua incrível habilidade de tocar e cantar de maneira macabra e pouco ortodoxa, sim amigos, ele teria vendido a sua alma para o “coisa ruim”. Tal acordo teria sido feito na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississipi, feito a pacto com o demo teria sucesso e grande carreira no blues, seria o melhor guitarrista que nascera em todos os tempos, mas com um preço, dali a algum tempo, depois de desfrutar dos louros da “fama”(convenhamos que fama em 29, era tocar em algum lugar sujo em alguma esquina empoeirada), ele teria de morrer e entregar sua alma.

Mas isso é somente uma lenda, dizem.

A versão mais aceita entre todos é a seguinte:

Em 1938, num bar chamado “Tree Forks” Johnson bebeu um copo de whisky envenenado com estricnina, preparado pelo dono do bar, esse que achava que Robert estava “flertando”com sua esposa. Sonny Boy Williamson, amigo de Jonson teria avisado sobre o whisky adulterado, mas ele não deu importância e bebeu mesmo assim. Robert se recuperou do envenenamento mas contraiu pneumonia e morrera três dias depois em 16 de Agosto de 1938, em Greenwood, Mississipi. Muitas versões existem sobre sua morte, mas tudo é um mistério, pois, no seu certificado de óbito cita apenas “No Doctor” (Sem Médico) como causa da morte.

johnsion2

Johnson certamente não inventou o blues, mas foi muito importante para algumas modificações no modo de tocá-lo, empregou mais técnicas, riffs mais elaborados e maior ênfase nas cordas graves para ditar um ritmo na música. Existe uma linha direta entre o delta blues de Johnson e o rock n’rool que viria a fazer tanto sucesso.

Bom, demônios e anjos de lado, esse é o resumo da vida de um dos maiores músicos do mundo, acreditem na versão que quiserem, ou preferirem, mas por favor nada de sair vendendo sua alma por encruzilhadas pelo mundo.

Abraços!!

Crossroad Blues : http://br.youtube.com/watch?v=Yd60nI4sa9A&feature=related
Mauricio Rezende

* Maurício Rezende Pereira já colaborou anteriormente no Perspectiva. Estuda Engenharia Mecânica, aprecia quadrinhos e o bom e velho Blues. No momento, recupera-se de uma lesão que o afasta do convívio social mas o aproxima de nosso leitor. Desejamos melhoras!


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Oasis em Porto Alegre?


Um grande produtor de eventos daqui garante: as chances de Porto Alegre receber neste semestre um show do OASIS são de 50% – Quer dizer, algo tipo “definitely maybe”… A banda inglesa se apresentaria no dia 12 de maio, em local a ser definido.

O mesmo empresário ainda assegura que a banda dos irmãos Liam e Noel Gallagher vai tocar naquela mesma semana em Curitiba, no dia 15 – “99% certo”, afirma ele.

Mas não adianta ir conferir lá no site do grupo porque nada disso ainda foi confirmado oficialmente. Por enquanto, a turnê do disco Dig Out your Soul só tem datas divulgadas na Europa Ocidental, no Japão, na China, na Coreia do Sul e na África do Sul.

Leia também:

Oasis em Porto Alegre

Escrito por FRules

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Lady Gaga – Antes e Depois

leidi-gagah1

A cantora Lady Gaga antes de ser uma franjuda platinada já teve seus momentos franjuda morenete xD

Nessa época ela já “causava ” com sua amiga e parceira Lady Starlight, nas noites agitadas de Nova York.

Agora, com o lançamento do seu álbum “The Fame” , com os singles “Just Dance” , “Beautiful, Dirty , Rich” e “Poker Face”, a cantora aderiu a um visual a la “Donatella Versace” – a semelhança entre as duas é incrível – mas as roupas ousadas e originais continuam as mesmas.

Lady Gaga – Poker Face

Aqui vídeo

Escrito por Miss Lou Lou

Lady Gaga = Donatella Versace

versace

E então?

Escrito por Miss Lou Lou

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Alceu Valença solta o verbo

“Eles são absolutamente negociantes. A fuleiragem music vai destruir o Brasil lá fora, porque o axé destruiu a imagem de música de qualidade que se tinha do Brasil. Existia na Europa a boa música brasileira. Só iam para Europa os tampas de crush, Caetano, Chico, Gil, Milton. O besta aqui foi muitas vezes. Tinha um tipo de público do cacete. Aí, quando entrou o axé, a fuleiragem, sabe qual o público desta música? Quenga. A fuleiragem aconteceu, mas será que sãos os músicos que fazem a música? Quem faz é o cara não gosta de música, mas sabe trabalhar a coisa, contrata uns caras, o jabaculê come por todos os lados, mas não se faz arte”.

Dá pra discordar?

Quem quiser ler o resto clica aqui.

Escrito por Celso Augusto Uequed Pitol

Alceu Valença solta o verbo

“Eles são absolutamente negociantes. A fuleiragem music vai destruir o Brasil lá fora, porque o axé destruiu a imagem de música de qualidade que se tinha do Brasil. Existia na Europa a boa música brasileira. Só iam para Europa os tampas de crush, Caetano, Chico, Gil, Milton. O besta aqui foi muitas vezes. Tinha um tipo de público do cacete. Aí, quando entrou o axé, a fuleiragem, sabe qual o público desta música? Quenga. A fuleiragem aconteceu, mas será que sãos os músicos que fazem a música? Quem faz é o cara não gosta de música, mas sabe trabalhar a coisa, contrata uns caras, o jabaculê come por todos os lados, mas não se faz arte”.

Dá pra discordar?

Quem quiser ler o resto clica aqui.

Escrito por Celso Augusto Uequed Pitol

sábado, 20 de dezembro de 2008

Cajun

Qualquer visitante que atravessasse os EUA de cabo a rabo no início do século XX diria que aquele imenso país nada mais era do que uma reunião de pequenas nações reunidos por força das armas, mais ou menos como a China ou a Rússia. Não parecia haver grande identidade interna entre as dezenas de estados e territórios que compunham o país. O termo “Estados Unidos da América do Norte” não significava nada: tratava-se de um país sem nome, um aglomerado de tradições e pequenas nações crescendo paralelamente umas às outras com comunicação ocasional e superficial.

Na Pensilvânia, a maior parte da população falava alemão. No Nordeste do Canadá falava-se o gaélico. Na Flórida, em partes do Texas e no Sul da Califórnia, o espanhol. Nas ilhas da costa sudeste, o “gullah”, língua africana próxima do iorubá. Nos estados do velho Sul, então, a situação era praticamente insustentável: num raio de cinquenta quilômetros o viajante poderia passar por vilarejos onde se falasse o inglês dos “rednecks”, o espanhol, o alemão, o inglês falado pelos negros (que só eles mesmos entendiam) e o cajun.

E o que era esse cajun? Primeiro, é preciso falar um pouco da origem do termo. “Cajun” é a corruptela inglesa de “Acadian”, termo utilizado para denominar os franco-canadenses expulsos da região de Acadia, Norte do Canadá, e emigrados para a Louisiana para fugir da perseguição do governo britânico. Lá encontraram uma já grande comunidade francófona (boa parte do Sul dos EUA foi colonizada por franceses) e se adaptaram facilmente ao local, que também contava com uma enorme população negra. Com eles, trouxeram violões, banjos, acordeões, violinos e triângulos e uma das tradições musicais mais interessantes e menos conhecidas do mundo: a da França, mais precisamente do Norte Francês (Bretanha e Normandia), de raízes celtas e germânicas, como as do Norte de Portugal e da Espanha, da Escócia e da Irlanda. Boa parte do que conhecemos hoje como música americana se deve à contribuição “cajun”. Quem quiser, pode conferir nestes vídeos abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=WTO7pyo_Hnk

http://www.youtube.com/watch?v=YPHNuaR0a2s&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=Rkv0oStQE4I

http://www.youtube.com/watch?v=pGvci6EsFj8&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=Rkv0oStQE4I&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=1LwJy2TOWgs&feature=related

Escrito por Celso Augusto Uequed Pitol


Cajun


Qualquer visitante que atravessasse os EUA de cabo a rabo no início do século XX diria que aquele imenso país nada mais era do que uma reunião de pequenas nações reunidos por força das armas, mais ou menos como a China ou a Rússia. Não parecia haver grande identidade interna entre as dezenas de estados e territórios que compunham o país. O termo “Estados Unidos da América do Norte” não significava nada: tratava-se de um país sem nome, um aglomerado de tradições e pequenas nações crescendo paralelamente umas às outras com comunicação ocasional e superficial.

Na Pensilvânia, a maior parte da população falava alemão. No Nordeste do Canadá falava-se o gaélico. Na Flórida, em partes do Texas e no Sul da Califórnia, o espanhol. Nas ilhas da costa sudeste, o “gullah”, língua africana próxima do iorubá. Nos estados do velho Sul, então, a situação era praticamente insustentável: num raio de cinquenta quilômetros o viajante poderia passar por vilarejos onde se falasse o inglês dos “rednecks”, o espanhol, o alemão, o inglês falado pelos negros (que só eles mesmos entendiam) e o cajun.

E o que era esse cajun? Primeiro, é preciso falar um pouco da origem do termo. “Cajun” é a corruptela inglesa de “Acadian”, termo utilizado para denominar os franco-canadenses expulsos da região de Acadia, Norte do Canadá, e emigrados para a Louisiana para fugir da perseguição do governo britânico. Lá encontraram uma já grande comunidade francófona (boa parte do Sul dos EUA foi colonizada por franceses) e se adaptaram facilmente ao local, que também contava com uma enorme população negra. Com eles, trouxeram violões, banjos, acordeões, violinos e triângulos e uma das tradições musicais mais interessantes e menos conhecidas do mundo: a da França, mais precisamente do Norte Francês (Bretanha e Normandia), de raízes celtas e germânicas, como as do Norte de Portugal e da Espanha, da Escócia e da Irlanda. Boa parte do que conhecemos hoje como música americana se deve à contribuição “cajun”. Quem quiser, pode conferir nestes vídeos abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=WTO7pyo_Hnk

http://www.youtube.com/watch?v=YPHNuaR0a2s&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=Rkv0oStQE4I

http://www.youtube.com/watch?v=pGvci6EsFj8&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=Rkv0oStQE4I&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=1LwJy2TOWgs&feature=related



Escrito por Celso Augusto Uequed Pitol

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Michael Stipe e a música do coração


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Foto: rem.hq.com

Aqui entrevista no Jornal da Globo

Aqui matéria no Estadão

Aqui:Abril

Site oficial

Publicado por Miss Lou Lou |

domingo, 9 de novembro de 2008

R.E.M: os EUA que aprendemos a gostar

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Final de tarde às margens do Mississipi

Quando Michael Stipe fez questão de saudar a eleição de Barack Obama como um acontecimento único na história dos EUA falava com muito mais propriedade e conhecimento de causa do que se o Offspring, os Strokes ou o Bruce Springsteen. Não porque ele é socialmente mais engajado do que eles, ou mais consciente, ou mais bonzinho. É até provável que Springsteen tenha uma imagem de salvador da pátria preocupado como a classe trabalhadora – o apelido “The Boss” não é de graça – muito mais consolidada do que Stipe e seus companheiros do R.E.M., até porque passou a vida investindo nela. Mas com absoluta certeza, quando Stipe fala que a chegada de um negro à presidência dos EUA é um acontecimento histórico o faz com a convicção de quem sabe do que está falando. De quem sente isso no fundo do coração. De quem, como bom filho do Sul dos EUA, sabe o que é ser um negro por lá e em que posição eles estão perante os brancos.

Quando o R.E.M nasceu, em 1980, a segregação racial estava presente na memória de qualquer sulista adulto. Antes de 1964, quando foi aprovado o Ato dos Direitos Civis, qualquer cidade da Geórgia ou do Mississipi (ou do Alabama, ou da Lousiana, ou da Carolina do Sul) tinha seus bares e ônibus para brancos e para negros, e não é preciso dizer qual dos dois era o mais pobre, mais sujo e mais decadente. A Klu Klux Klan era uma realidade bem próxima e capaz de interferir diretamente até mesmo na política da região. Ao mesmo tempo, era próxima a presença, ora lado a lado, ora mestiçada, das duas etnias, característica principal da cultura do Sul dos EUA e, especialmente, da Geórgia onde surgiu o R.E.M. Qualquer assunto que circunde questões como raça e cor são especialmente relevantes para um sulista. Quando um presidente negro é eleito, portanto, trata-se de uma situação de mudança essencial de paradigmas. Uma verdadeira revolução. Uma nova esperança.

E não foi por acaso que o show do R.E.M no Chile terminou com “I Believe” (”Eu acredito”). Michael Stipe, Mike Mills e Peter Buck parecem estar firmemente crentes de que algo no seu país está prestes a mudar de verdade. Que Obama é o marco de um novo tempo, não só de relações raciais internas, mas da relação conturbada dos EUA com o resto do mundo. Um presidente negro, sorridente, com ar de ex-jogador de basquete e com sobrenome não-inglês é muito mais agradável aos olhos e ouvidos do Terceiro Mundo do que um brancarrão sisudo que parece sequer saber o nome da capital do nosso país. Um presidente destes fala não só aos negros de todo o mundo, mas aos não-americanos do mundo – até porque ele próprio tem muito pouco a ver com a imagem que foi comumente associada aos seus compatriotas. George W. Bush vem do mesmo Sul de Michael Stipe e representa tudo o que ele e a banda não gostam. Obama não é do Sul, mas sua fala projeta-se fundo no coração de um sulista. É por isso tudo que o R.E.M está tão entusiasmado com o que está acontecendo.

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A banda que saúda Obama nasceu em Athens, na africaníssima Geórgia. Sua música inclassificável – descrita ora como rock alternativo, ora como pós-punk, ora como art-rock – está profundamente inpregnada das tradições folk de sua região natal, sem, no entanto, definir-se abertamente como um grupo regional como o Lynyrd Skynyrd. O guitarrista Peter Buck não tem o menor receio de trocar sua guitarra pelo banjo, enquanto o baixista Mike Mills larga o baixo e senta-ao piano e o vocalista Michael Stipe volta e meia se arrisca na gaita de boca, como fez no show em Porto Alegre. Ao mesmo tempo, a postura de palco do R.E.M. é claramente rocker: Michael Stipe pula, grita e gesticula o máximo que pode, ao contrário dos estáticos rednecks* barbudos. O R.E.M está pronto para os grandes espetáculos nos grandes centros longes das plantações de algodão, dos rednecks, dos niggas e daquele sotaque característico (que, aliás,nenhum dos membros da banda tem) , mas seus pés são bem fincados no Deep Old South de onde vieram.

Querer fazer parte da tradição dos EUA meridional não é pouco. Se há uma região que representa o verdadeiro pulmão cultural do Grande Irmão do Norte é esta. De lá vieram Johnny Cash e Elvis Presley, John Lee Hooker e B.B. King, Mark Twain e T.S. Eliot, William Faulkner e Tennessee Williams. De lá veio a inspiração para o judeu nortista chamado Robert Zimmermann converter-se no cantor folk Bob Dylan e para o inglês branquelo Eric Clapton transformar-se num dos maiores nomes do blues. Lá, no Mississipi, o filho de imigrantes alemães Charles Schulz pôs seus personagens Snoopy e Charlie Brown para viver e lá, na Geórgia de Michael Stipe, foi filmado E o Vento Levou, que levou para todos os cantos do mundo a mitologia do Sul, suas paisagens e seus tipos mais comuns. Estes tipos – o negro oprimido, a donzela, o pregador cristão, o cavaleiro-peregrino, o cantor-menestrel – serviram de base para que escritores como Tennesse Williams, Truman Capote, Flanery O´Conner e, principalmente, William Faulkner criassem uma nova e rica tendência da literatura americana, o “Southern Gothic”, onde estas antigas figuras são colocadas num fundo sombrio e grotesco, típico do romance gótico do Norte da Europa, mas com negros, casas de madeira, pais de santo e pântanos no lugar de servos, castelos, magos e florestas de pinheiros. Como no gótico europeu, as histórias são cheias de maldições, encontros aterradores, segredos guardados a sete chaves que subitamente vêm à tona e toda a sorte de situações estranhas perfeitamente amoldadas ao pesadíssimo ar úmido da beira do Mississipi. Não se trata, portanto, de louvar cegamente a tradição sulista e tentar fazer o passado reviver, e sim de aproveitá-lo como material para novos contornos. O “Southern Gothic” tem ramificações nas artes plásticas e no cinema; o R.E.M é o seu representante na música.

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Nada representa melhor o Southern Gothic e as intenções do R.E.M como artistas do que a capa do seu primeiro disco, Murmur. Um pântano como há milhões na Geórgia coberto por um musgo branco que parece dar-lhe vida, que parece fazer-lhe sussurrar algo em nossos ouvidos – murmúrios. Já seu primeiro single indicava a tendência ao pôr nada menos do um gárgula da catedral de Notre Dame, símbolo máximo do gótico na arquitetura, mas é em Murmur que esse Sul sombrio e pesado aparece, sem citação expressa (como, aliás, é o costumeiro no caso do R.E.M), mas sim ao

. Sem levantarem a bandeira dos Confederados nem clamarem contra os ianques do Norte (já que, quando xingamos os ianques, não é deles, dos sulistas, que falamos), Michael Stipe traz desde então, um pouco deste Sul profundo, que é, ao fim e ao cabo, a América profunda, o coração onde a alma americana bate mais forte e se faz ouvir ao resto do mundo, muito mais do que Nova York, Los Angeles ou Miami.

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A postura gentil de Mike Mills, de caneta na mão, educado e paciente com um grupo de fãs após o show de Porto Alegre, expressando-se nas duas ou três palavras que aprendeu do português, é a personificação da clássica figura do “Southern gentleman”, o melhor embaixador daquilo que é, para todos os que de fato amam a verdadeira cultura americana (e não os simplismos que nos enchem as rádios e fomentam preconceitos por parte dos nossos high brows), a imagem positiva e inspiradores dos Estados Unidos dos artistas que encheram os nossos olhos no cinema, que nos acompanharam em tardes de atenta leitura ou ressoaram fundo em nossa alma, que tornaram, enfim, nossa vida melhor e mais rica. É bem provável que Obama não seja esse salvador que Michael Stipe e seus amigos pensam que é, e é possível que ele acabe fazendo coisas piores do que o seu antecessor fez. No fim, nada disso vai importar. No fim, mesmo que os manda-chuvas de Washington estraguem tudo e façam o mundo inteiro odiá-los, ainda restará o R.E.M e tudo o que ele representa. No fim, Obama e seus seguidores é que teriam de saudar o R.E.M: é por causa de gente como eles, e não dos sorrisos do candidato democrata, que algumas pessoas ainda respeitam os EUA.

*Redneck (pescoco-vermelho), termo para caracterizar o descendente de colonizadores britânicos do sul dos EUA, cuja pele branquela avermelhada diante do sul subtropical da região. Acabou como sinônimo de “caipira” para todos os americanos.

Leia também: R.E.M em Porto Alegre

Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol | | |

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

R.E.M em Porto Alegre


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Verão de 2001. O costumeiro e insuportável calor de Janeiro para quem tem de permanecer nas cidades distantes da brisa do mar. A temperatura e os insetos voadores me conduzem em busca do alívio proporcionado pelo ar condicionado. Como meu quarto é o lugar onde este alívio está presente é onde permaneço a maior parte do tempo em que estiver em casa. E foi de lá que ouvi os sons que indicavam que os demais parceiros desse blog assistiam ao Rock in Rio de 2001. Enquanto isso eu lia no meu quarto refrigerado. Nem aí para os roqueiros.

Ocorre que no outro dia a televisão reprisou os shows e fui convidada a assistir a performance de uma banda que trataram por “espetacular”. Como uma concessão generosa sentei-me na sala para acompanhá-lo no que seria a reprise do espetáculo da noite anterior. E então, como diria aquele narrador de futebol: Feito!!! Sim, porque é impossível ouvir Michael Stipe e companheiros e não ficar fã de carteirinha. Assisti ao show gravado no mínimo por cem vezes, até praticamente decorar cada gesto do vocalista daquela que reputo como sendo a melhor banda do mundo enquanto lamentava pelos anos perdidos em que deixei que REM acontecesse sem que eu ficasse sabendo. Além disso, restava a certeza de que NUNCA teria chance de assistir a um show da banda. Se em 20 anos de carreira nunca tinham estado do Brasil certamente não retornariam e se retornassem não seria para este paralelo 30.

Como compensação sobraram Cds, Lps, fitas, DVDs, revistas, jornais, que foram comprados ávidamente pela nova fã.

E agora, sete anos depois, a oportunidade de assistir REM ao vivo, com direito a autógrafo de Mike Mills no ticket, ao final do show.

O estádio Passo D´Areia, do São José ( sem essa de Zequinha Stadium nesse lado do mundo,por favor) à primeira vista não seria o local indicado para um show do REM. Pelo que tenho conhecimento inaugurou seu papel de anfitrião em eventos de grande porte com o espetáculo de ontem. Sob o prisma circulação de veículos o local é excelente, com acesso fácil e saída também fácil. O tumulto que seria no Beira- Rio ou Olímpico todos sabemos. No interior do estádio,só o que considerei inadequado foi a saída, pois o público de aproximadamente 15.000 pessoas, ficou comprimido em um único portão, ocasionando grande demora. Claro que a presença de um “clone” de Jesus Cristo nas arquibancadas provocando brincadeiras dos retirantes amenizou a lentidão. Fotografado, aplaudido, alvo de piadinhas o rapaz entrou no clima acenando, agradecendo com mesuras e,a pedido, beijando a namorada.

Claro que sempre sobram aspectos desagradáveis. Nesse show o único que encontrei para não dizer que só falei de flores foi o mau-humor do atendente da banca de objetos da banda. O jovem estava aparentemente muito contrariado por estar ali na pista perto do palco. Pois é. Será que é funcionário da Opinião Produtora?

Encontramos por lá o Luciano Calheiros,repórter da Sportv em Porto Alegre, que demonstra ter uma personalidade compatível com a profissão escolhida. Conquistou admiradores pela sua simpatia e amabilidade.

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Fim de tarde e o público ocupando a pista

feira-055-redimensionado1Pista lotada

rem23aArquibancadas

Como tivemos dificuldades para sair do estádio demoramos para chegar ao local onde estava o carro. Casualmente este local era ao lado do portão de onde a banda sairia.Imaginamos que já teriam ido embora (aproximadamente 45 minutos haviam se passado do final do show), mas como algumas pessoas ali estavam resolvemos conferir. Então nós e mais umas vinte pessoas ficamos por ali, com a remota esperança de vermos os integrantes da banda de perto. De repente surge Mike Mills e dirige-se a uma van.Chamei-o, ele acenou, sorriu ,ignorou meu apelo e seguiu em direção ao veículo. No entanto, deve ter sido inspirado a ser justo e atender-me pois de repente saiu de trás da Van e foi até onde estavamos. Gentil e sorridente assinou tickets, catálogo da turnê , CD e só saiu após esgotar os pedidos. Desnecessário dizer que cativou a todos. Aliás já havia cativado quando apresentou-se com camiseta da Seleção Brasileira de 2006 (a 7 de Adriano) e solicitado uma bandeira do Brasil ao público, que levou consigo.

Michael não atendeu aos apelos de chegar até onde estavam os fãs e embarcou na Van, mas é compreensível pois depois de um show com aquela carga de energia, o vocalista certamente estava “moído”.

Enfim, tenho certeza de que aqueles que estiveram no Estádio do São José sairam satisfeitos por terem participado de um ótimo show de rock. Difícil é ter de “baixar o preço”, pois nível REM não é sempre.

Leia também: R.E.M os EUA que aprendemos a gostar

Publicado por Madame Li Li | | | 5 Comentários |

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

*AC/DC – a volta

*Maurício Rezende

Lançamento: 2008
Gênero musical: Hard Rock
Faixas:
1. Rock N’ Roll Train – 4:21
2. Skies on Fire – 3:34
3. Big Jack – 3:57
4. Anything Goes – 3:22
5. War Machine – 3:09
6. Smash N’ Grab – 4:06
7. Spoilin’ for a Fight – 3:17
8. Wheels – 3:28
9. Decibel – 3:34
10. Stormy May Day – 3:10
11. She Likes Rock N’ Roll – 3:53
12. Money Made – 4:15
13. Rock N’ Roll Dream – 4:41
14. Rocking All the Way – 3:22
15. Black Ice – 3:25

Video da musica Rock n roll train

AC/DC no seu mais novo Cd, Black Ice, mostra que ainda é a mesma velha banda de Hard Rock das antigas na Austrália, com boas músicas para se ouvir “na estrada”. Como todos sabem, a banda continua com seu som meio oitentista e segue os mesmo padrões tipo: riff de guitarra, voz gritante e rasgada, refrão, solo de guitarra, novamente o riff de guitarra e volta a voz rasgada, provável motivo pelo sucesso da banda desde sempre.

Black Ice como todos os Cds da banda, deve ser ouvido num bar jogando sinuca ou num carro viajando para qualquer lugar. A banda continua a mesma, o som continua o mesmo, pra que mudar o modo como se deve ouvi-lo?

Não me julgue erradamente quando falo que é a mesma banda, as mesmas músicas, o mesmo tudo. AC/DC é bom justamente por isso, por não mudar e por fazer o mesmo bom som, assim alegrando dos seus fãs mais xiitas aos seus novos ouvintes.O velho Angus ainda tem muito boa criatividade para fazer belos solos e riffs que todos seres humanos que um dia tocaram um violão ou guitarra sempre vão querer tocar.

A musica Rock N´ Roll Train já está no primeiro lugar nas paradas americanas,o Cd já vendeu aproximadamente cinco milhoes de cópias e está no topo dos mais vendidos em muitos países.

Black Ice é o primeiro trabalho de inéditas do AC/DC desde 2000, quando chegou às lojas Stiff Upper Lip.

*O autor é Maurício Rezende,estudante de engenharia e aficcionado por música.

Tudo o que Maurício Rezende publicou está aqui

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Christina Aguilera – Greatests Hits Promos

O novo álbum da Sra. Aguilera Bratman sai dia 11 de novembro , trazendo um compilado de seus maiores sucessos desde o inicio de sua carreira (1999).

Pelo visto ela vai trazer mudanças no visual – estilo Barbarella- e deixar um pouco de lado o estilo “vintage” de Back to Basics, assumindo um lado mais divertido e dançante, levando em conta o novo single “Keeps gettin´Better”.

Publicado por Miss Lou Lou

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Leadbelly

Há 120 anos morria Hullie William Leadbetter, conhecido como Leadbelly. Considerado o mestre da guitarra de doze cordas e um dos precursores do rock´n roll, inspirou desde Chuck Berry até Kurt Cobain, que dedicou-lhe uma versão de sua “Where did you sleep last night?” no acústico do Nirvana.

http://br.youtube.com/watch?v=PsfcUZBMSSg

http://br.youtube.com/watch?v=-ILbUduwBkg&feature=related


Publicado por Celso Augusto Uequed Pitol

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Georges Moustaki/ Rita Lee – Joseph


Joseph

Voilà c'que c'est, mon vieux Joseph
Que d'avoir pris la plus jolie
Parmi les filles de Galilée,
Celle qu'on appelait Marie.
 
Tu aurais pu, mon vieux Joseph,
Prendre Sarah ou Déborah
Et rien ne serait arrivé,
Mais tu as préféré Marie.
 
Tu aurais pu, mon vieux Joseph,
Rester chez toi, tailler ton bois
Plutôt que d'aller t'exiler
Et te cacher avec Marie.
 
Tu aurais pu, mon vieux Joseph,
Faire des petits avec Marie
Et leur apprendre ton métier
Comme ton père te l'avait appris.
 
Pourquoi a-t-il fallu, Joseph,
Que ton enfant, cet innocent,
Ait eu ces étranges idées
Qui ont tant fait pleurer Marie ?
 
Parfois je pense à toi, Joseph,
Mon pauvre ami, lorsque l'on rit
De toi qui n'avais demandé
Qu'à vivre heureux avec Marie.


Publicado por Madame Li Li