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sábado, 27 de junho de 2009

Canoas, 70 anos - a moça se arruma para a festa

O dia 27 de junho marca o 70º aniversário da emancipação política de Canoas (RS). Às vésperas da festa, o prédio histórico do Paço Municipal recebeu um tratamento à altura da importância da data.

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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Fábulas - A raposa e a cegonha

Este blog passa a ajudar a manter vivos ensinamentos contidos em fábulas milenares.

Iniciamos com A Raposa e a Cegonha

terça-feira, 23 de junho de 2009

Cometi um erro, comprei no site da Lancôme

Compras pela Internet não faziam parte de meus hábitos. Não achava prazeroso e preferia utilizar lojas reais e delas sair com o produto. Além disso havia o receio de não ver cumprido o contrato, já que o pagamento antecipado deixa o comprador inteiramente à mercê do vendedor. No entanto, face ofertas de produtos fora de catálogo em lojas, minha desconfiança começou a ser abalada com algumas compras feitas no Mercado Livre, todas elas entregues nas condições e prazo combinados. Embalada por essa nova visão de como fazer compras, MissLouLou me estimulou a comprar em perfumarias virtuais, com o convincente argumento do preço mais atrativo. E novamente entregas realizadas estritamente dentro do combinado.

Desconfiança em compras virtuais diminuídas face a 100% de experiências positivas em outros sites me levaram a realizar pedido na página da Lancôme. Confesso que a marca deixou-me mais tranquila ainda. Se os vendedores desconhecidos do Mercado Livre e perfumarias sem nome consagrado por essas bandas foram corretíssimos o que se poderia esperar de uma marca com fama mundial? Ofertas boas estimularam ainda mais a realização da compra.

Então dia 17 de junho concretizei a compra no site com a promessa de que no máximo em 4 dias úteis receberia as mercadorias. Normal: como nos outros sites e geralmente a entrega é feita antes do final do prazo. Foi indicado que acompanhasse pelo site o andamento do pedido. Assim, na sexta-feira, segundo dia do prazo, visitei o site em busca de informações, com a esperança de que o pedido fosse entregue no sábado. Estranhei que nada do que ali constava indicava movimentação, o pedido em si. Aquela voz interior mandou-me ligar para a Lancôme e obtive a informação de que ” um erro de sistema” impedira o repasse da ordem de entrega para o setor responsável, mas face ao meu telefonema isso seria feito. Imaginei que seria feito imediatamente, afinal nosso contrato tinha prazo para cumprimento. No entanto, no sábado ainda não se observava alteração no site, evidenciando que ainda não fora determinada expedição dos produtos. Nova ligação e recomendação de que aguardasse , eis que na segunda-feira seriam tomadas providências. Além disso, foi recomendado de que aguardasse, pois entrariam em contato, via correio eletrônico. Como silenciaram na segunda-feira e o site indicava a mesma situação liguei novamente e recebi novamente recomendação de que aguardasse.

Hoje, no prazo fatal para entrega dos produtos recebo um e-mail indicando a postagem de minha compra e o aviso de que poderá ser entregue no prazo máximo de quatro dias. Agem como se nada tivesse acontecido, como se a entrega estivesse dentro da normalidade. Situação anômala não gerou da parte da empresa vendedora nenhum tipo de ação especial para cumprir o contrato no prazo.

Além disso, imaginem tivesse eu quedado inerte. A situação permaneceria a mesma, diante da “falha do sistema” com a consumidora esperando uma mercadoria que nunca iria chegar.

Agora, mesmo com o número da postagem em mãos, minha confiança está abalada.

Estou esperando que chegue, mas sempre com a famosa “pulguinha atrás da orelha” diante dessa situação.

E empresa tem o desplante de mandar mensagem com o seguinte final:

Esperamos o seu retorno em breve para que você possa descobrir novos produtos, ofertas e se encantar com o universo de beleza e cuidados Lancôme.

Nunca mais e recomendo a todos que façam o mesmo. Não caiam na armadilha.

terça-feira, 16 de junho de 2009

A camisa de Noel


Manhã de terça-feira, hora do café, olhadinha básica no jornal, no caso Zero Hora, O Segundo Caderno estampa foto de camiseta da Seleção Brasileira, com o nome de Noel impresso, o que chama minha atenção.Lendo a coluna A Camisa do Brasil, assinada por Mariana Bertolucci tomo conhecimento da sugestão da jornalista ao casal que consta ter encontrado a peça em armário de hotel de Porto Alegre.Ao afirmar com convicção que a peça pertence a Noel Gallagher da banda Oasis, que hospedou-se na mesma suíte no mês de maio passado, sugere que o casal realize leilão beneficente.
Vejamos se entendi. Sabedora de que alguém encontrou algo que pertence a outrem, ciente desta circunstãncia, recomenda que se aposse do bem e posteriormente o leiloe para fins caritativos. Ou seja, disponha do que reconhecidamente não é seu. Aquele comportamento de procurar fazer chegar às mãos do legítimo dono o que foi encontrado saiu de moda? Ou depende de quem perde ou esquece e de quem acha?
Que coisa…

Publicado por Miss Lou Lou |

terça-feira, 9 de junho de 2009

A morte de Alegria

Quem visita o campus do Vale, da UFRGS, pela primeira vez surpreende-se com a quantidade de cães que circulam pela entrada. Alguns deles são mais ousados e chegam a entrar em salas de aula dos prédios próximos - principalmente no Instituto de Letras - onde chegam a assistir às aulas com atenção raramente encontrada entre os estudantes.

Qual a razão para tantos cães num só lugar? Ninguém sabe ao certo. Uma explicação bem possível é a mais simples: porque são bem tratados. No caso dos cães abrigados pelos alunos da Letras, eles chegam a ganhar nomes de escritores famosos de acordo com o seu aspecto físico e o seu comportamento. Há o Machado de Assis, o James Joyce, o Proust, o Kafka e, curiosamente, também há um Paulo Coelho. Não consigo imaginar que tipo de coisa o pobre cãozinho tenha feito para merecer este apelido. Mesmo assim, o fato é que os cães do Campus do Vale são quase parte da família universitária.

Assim era considerada o cãozinho Alegria. Adotada pelo professor de genética Renato Zamora Flores, Alegria auxiliava no tratamento de crianças carentes vítimas de violência da seguinte maneira: os menores contavam os seus problemas a ele, e não ao médico responsável. Assim, aproveitava-se a capacidade natural dos animais em cativar as crianças e ajudá-las psicologicamente. E Alegria ajudou muitas crianças. E continuaria a ajudá-las, se não tivesse sido morto a pauladas na noite do último sábado.

O que motivou alguém a matar um simples cachorrinho de maneira tão cruel e grotesca? Ninguém sabe. E provavelmente nunca saberemos. Desconfio, porém, que o nome do cachorrinho tenha desencadeado no criminoso uma auto-repulsa tão grande, tão absurdamente forte, que não lhe restou alternativa a não ser eliminá-la, tal como o pecador, mesmo rico e poderoso, sente-se diante do santo, mesmo pobre maltratado. Ou, muito simplesmente, como a maldade sente-se diante da bondade.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Gracias, Hermano

Fim de tarde de sexta-feira, ouço uma voz chamando meu nome no portão, com forte sotaque dos países do Prata. Meia desconfiada – tristes tempos! – abro a porta e vejo um rapaz com aparência condizente com o sotaque: altura mediana, cabelos e olhos escuros, pele morena clara, nariz pronunciado, quase um sósia do jogador Herrera, do Grêmio. Em outras palavras, um típico rioplatense.

Com seu português atravessado me informa que achou minha carteira com cartão, dinheiro e boleto pago, o que possibilitou minha localização. Entregou-me meus pertences com a postura típica de quem considera que cumpriu uma obrigação. Ouviu meus agradecimentos e seguiu seu caminho.

Publicamente externo ao jovem argentino chamado Maximiliano, que mora em Canoas há seis meses, conforme fui informada em nossa rápida conversa os meus sinceros agradecimentos. Estes aparentemente pequenos gestos que nos fazem ainda acreditar que resta esperança.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Esperando a Páscoa

O Posto Metropolitano em Canoas está com uma original decoração para a Páscoa: a Fazendinha dos Coelhos. Em frente ao estabelecimento , na rua Guilherme Schell, no centro da cidade,coelhinhos vivos estão instalados em um muito bem cuidado cercado alegrando a todos quantos frequentam o local.

São estas aparentemente pequenas coisas que ajudam a tornar nosso cotidiano mais bonito.

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Os coelhinhos da Fazendinha dos Coelhos tendo ao fundo o bosque da Villa Mimosa.

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A Fazendinha encanta aos transeuntes

Posto Metropolitano

quarta-feira, 1 de abril de 2009

*São Lucas e a insônia

*Plínio Carlos Baú

Lendo o excelente site Espaço Vital encontramos um interessante artigo escrito pelo cirurgião Plínio Carlos Baú. Autorizados pelo autor, reproduzimos o texto nesse espaço, eis que o que ali consta constitui um relato pungente de uma experiência de vida.

Há cerca de doze anos, um paciente idoso, já no ocaso da sua existência e que, periodicamente era internado por complicações do diabete, teve uma noite de insônia.

Calçou os chinelos, vestiu o roupão e, alta madrugada, saiu do quarto indagando, a quem encontrasse, quem era São Lucas.

Como não encontrou resposta entre os sonolentos funcionários do seu andar, foi descendo todos os andares, perguntando , afinal, quem era o santo que dava o nome ao hospital. Percorreu todo o trajeto, do nono andar ao térreo, inquirindo a auxiliares, técnicos, funcionários da nutrição, seguranças, familiares de outros pacientes, quem era São Lucas.

Amanhecia o dia, quando, derrotado em sua incursão, exausto, retornou ao seu quarto.

Foi assim que o encontrei na manhã em que fui visitá-lo. Estava muito amuado, e foi logo disparando:

- Droga de hospital! Ninguém sabe quem é o santo!

E relatou-me a sua aventura noturna.

Continuou:

- Fui até a capela. Não encontrei nem um santinho ou imagem, ou alguém que me explicasse quem é São Lucas…”

Expliquei-lhe, do meu modo, que São Lucas era um apóstolo de Jesus, que tinha algum pendor em cuidar de doentes, e por isso era considerado o médico da turma dos doze. Tratava-se do santo padroeiro dos médicos.

Cerca de um ano depois, o paciente faleceu em sua cidade de origem, rodeado por muito carinho da família e dos muitos amigos que fizera em vida. Na véspera do seu falecimento, num dos últimos atos de lucidez, chamou a esposa e pediu que ela providenciasse uma imagem de São Lucas para o hospital que tantas vezes e tão bem o acolhera.

Este último desejo foi atendido e, com o auxílio do Irmão Erno Cristh, fez-se a encomenda a um escultor de origem austríaca residente em Treze Tílias, Santa Catarina, conhecido como Sr.Mosel.

Hoje, o santo assiste tranqüilo a todas as pessoas que circulam pelo saguão do nosso hospital e aquele velho morreu em paz. Foi um homem honesto, muito simples e bom.

Era meu pai.

sábado, 21 de março de 2009

Uma biblioteca no lugar de um boteco

Neste sábado pela manhã fomos ao parque Getúlio Vargas em Canoas/RS conferir o Prefeitura na Rua, programa promovido pela administração municipal com a presença do prefeito, vice-prefeita e secretários nos bairros da cidade. O programa tem o objetivo de ouvir as reivindicações da população transmitidas diretamente aos setores responsáveis. A iniciativa de ir ao encontro da população nos pareceu extremamente interessante, pois nada como ver e ouvir para realmente sentir as necessidades da comunidade. Assim, esperavamos um evento positivo, sinalizador de mudança de postura no trato com a população.

Não estávamos preparados, no entanto, para a agradável surpresa que nos esperava já na entrada do parque. Ao lado do prédio do SEMPA existia um local destinado venda de bebidas, na verdade um boteco, que ultimamente sequer aberto estava. Um lugar feio e nada edificante, chegando a ser ofensivo face a beleza do espaço onde estava localizado, em meio aoverde do parque. Pois bem, o antigo bar virou uma mini biblioteca. A BiblioParque foi inaugurada hoje, com a presença do prefeito Jairo Jorge. Não deixa de ser sintomático: onde antes havia um boteco, com tudo o que um boteco traz, abriu-se uma biblioteca, com tudo o que de positivo, iluminador e semeador ela traz.

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Estantes com bons exemplares que tem capacidade de atender ao gosto literário de um público diversificado.

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Os artesãos locais também participam do Prefeitura na Rua, expondo seus trabalhos. Existe um movimento propondo um feira livre nos moldes do Brique da Redenção. Idéia excelente.

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Com relação ao Prefeitura na Rua ficamos satisfeitos com a forma como os cidadãos são atendidos. Sob um toldo e suportando estoicamente um calor de muitos graus, o prefeito Jairo Jorge e a vice Bete Colombo atendiam com muita solicitude aos canoenses. Ao lado, representantes das secretarias municipais também solicitamente ouviam e anotavam as postulações para encaminhamento.Percebe-se muita vontade de acertar no encaminhamento de solução para os problemas de Canoas e isso já representa muito face ao que observamos nos últimos anos na cidade.

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Bete Colombo e Jairo Jorge atendem aos canoenses

Escrito por Madame Lili

sábado, 28 de fevereiro de 2009

O S.C. ULBRA mudou de nome?

Um fato que vem chamando a atenção de todos aqueles que acompanham a transmissão dos jogos do campeonato gaúcho pela RBS TV e pelo Pay Per View é o Sport Club ULBRA ser chamado de Canoas pelos narradores. Como todos sabem, o clube tem sua sede em Canoas/RS, mas não leva o nome da cidade. Desconheço as razões que fazem a emissora denominar um clube por outro nome que não o correto, mas é tão evidentemente proposital que, há alguns dias, o comentarista, em ato falho, iniciou sua intervenção dizendo: ” a Ulbra…” para logo após pedir desculpas e retificar para “Canoas”. Pediu desculpas por haver utilizado o nome correto do clube, ora vejam só.

Aliás, falando em Ulbra vale a pena fazer uma visita às imediações do estádio, em Canoas. É um lugar muito limpo e b0nito, com alamedas de plátanos e paisagens bucólicas.

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Escrito por Miss Lou Lou

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Academy Awards, Oscar 2009*

*Mateus Broilo da Rocha

Mais um ano tem seu inicio, e mais uma vez começam os preparativos para a maior festa de gala do tapete vermelho. Desde o dia 25 de fevereiro de 2008, muitos filmes estrearam na telona, uns recentes outros nem tanto, mas igualmente participarão da 81ª edição do Academy Awards, marcada para o dia 22 de fevereiro de 2009. Segundo a visão do arquiteto David Rockwell, esta edição de 2009 será “toda azul”, a idéia de cenário é “trazer de volta a intimidade dos primeiros anos da festa, quando tudo eram taças de champanhe, banquete e festa”.

Filmes como, O curioso caso de Benjamin Button (recordista em indicações, 13, ao Oscar nesta edição) dirigido por Daivd Fincher, conta a história de um homem nascido sobre circunstâncias incomuns; Benjamin Button, personagem de Brad Pitt, nasce velho, aos 80 anos, e rejuvenesce à medida que os anos passam; entra na briga com uma pitada extra de favoritismo em categorias como: Melhores Efeitos Visuais; Melhor Maquiagem e Melhor Filme. Ironman (criação de Stan Lee, Marvel, popular nas HQ’s) conta a história de um magnata egocêntrico, Tony Stark, personagem vivido por Robert Downey Jr., que ao sofrer um acidente, durante a exposição de uma das suas armas tecnológicas, decide largar os vícios que o compunham, e construir uma armadura para salvar os cidadãos e a si mesmo; ganhou uma adaptação para as telas. Adaptação que ao meu ver, o público – em si – teve uma certa desconfiança pelo fato de não ser um super-herói tão legal quanto os outros por aí, msa que acabou rendendo bons frutos. Na minha opinião, é um dos melhores filmes do gênero estando atrás apenas de Spider-Man, do primeiro – óbvio. Disputa nas categorias de Melhores Efeitos Visuais e Melhor Som. The Dark Knight, dirigido por Christopher Nolan, finalmente o filme que os fãs esperavam, dispensa comentários, portanto, vamos direto a indicação póstuma de Heath Ledger, interpretando o Coringa – resumindo Jack Nicholson “a nada” - a personificação da Teoria do Caos, um psicopata criminoso ensandecido cuja (única) obsessão é humilhar Batman, personagem de Christian Bale. Tem indicações, principalmente, nas categorias de Melhor Maquiagem e Melhor Ator Coadjuvante.

Se me é permitido dizer, Slumdog Millionaire, dirigido por Christian Colson, conta a história de um jovem de um bairro pobre de Mumbai, cidade da índia, decide participar de um programa de perguntas e respostas na televisão; mesmo sendo analfabeto, ele surpreende a todos ao ganhar o jogo, o que levanta suspeitas de que pode ter trapaceado, no entanto, o rapaz queria, apenas, reconquistar a guria que ele ama; tem uma boa proposta e vem com uma boa expectativa para sair com alguns “homenzinhos de ouro”. Realmente pode surpreender, pois foi indicado em diversas categorias (mais precisamente 10), entre elas a de Melhor Filme.

Kate Winslet, que já competiu como coadjuvante em 1995 com Razão e Sensibilidade e em 2001 com Iris; como protagonista em 1997 com Titanic, em 2004 com Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças e ainda em 2006 com Pecados Íntimos, e nunca sequer ganhou. Esta é a sexta indicação da diva, e concorrerá como Melhor Atriz com o filme O Leitor. Porém, já sabemos para quem vai o premio de Melhor atriz, “and the Oscar goes to(?)”… para a brasileira em Zurique.

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Fonte: http://spoilermovies.com/tag/oscar-2009/

Escrito por blogperspectiva

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Bixos, trote universitário


Mateus Broilo da Rocha*

Bem, amigos do Blog Perspectiva, eu não sou conhecido de vocês ainda, mas hei de ser daqui por diante. Antes de mais nada, sinto-me na obrigação de introduzir minha pessoa, meu nome é Mateus Broilo Da Rocha – salvo piadas – não tratarei de assuntos restritos tampouco escreverei com freqüência (sim, eu não aderi à Cretinice Ortográfica ), não sou jornalista, muito menos um aspirante, portanto, imparcialidade não faz a minha imagem.

“Quantas outras pessoas queriam ser BIXOS como vocês? Vocês são os calouros da federal, o trote é um tipo de boas-vindas”.

Foram estas as palavras proferidas a mim e a mais tantos outros alunos em uma quinta-feira à tarde ao fim de uma aula de ‘Química Fundamental A’. Sou universitário do curso de Física – Bacharelado da UFRGS, e lembro bem que no início do ano letivo, do primeiro semestre da faculdade, eu estava com a mão direita fraturada. Para ser mais preciso, tinha fraturado o quinto metacarpiano – sim sim mesmo problema que lutadores de Boxe, em algum momento de suas carreiras, passam – e não, não pratico Boxe -, msa de fato estava eu com o ante-braço engessado. Foi, no mínimo, contagiante aquele trote, pois, eu estava/estou da Universidade Federal do Rio Grande do Sul! Passamos pela brincadeira do elefantinho*– calma, eu explico -, e fomos sujos de tinta; erva-mate; azeite; farinha; água de peixe; esmalte; batom; terra; vinagre… ( imagina o cheiro da gente ao final, e eu preciso pegar um ônibus e o trem para voltar para casa ). De certa forma, foi um trote saudável, pois não exigiu da nossa saúde, e só participou quem quis. Enfim ninguém saiu ferido. E espero que neste ano de 2009, nos trotes na UFRGS, e de qualquer outra das demais instituições, não haja violência como foi o caso de algumas universidades do estado de São Paulo.

É impressionante a tamanha falta de respeito com que os veteranos ‘de lá’ demonstraram frente a essa brincadeira. Uma caloura, grávida de três meses foi queimada em várias partes do corpo com um líquido onde um dos constituintes era creolina, produto este exclusivo de uso animal. Em outros lugares, os estudantes foram submetidos a sessões onde deveriam rolar sobre fezes de animais, quiçá humanas. Ainda em outros lugares, estudantes foram chicoteados – sim, chicoteados – e embebedados a ponto de entrarem em coma alcoólico. Parece que esses trotes universitários cada vez mais vêm se tornando assunto de polícia, e se não forem contidos de alguma maneira, continuarão sendo manchetes das páginas policiais. Vale a pena lembrar, também, da morte do calouro Edson Tsung da USP, não me recordo o curso, há 10 anos atrás, onde ele e tantos outros foram jogados dentro de uma piscina e espancados se tentassem sair. Na manhã seguinte, o corpo, já sem vida, de Edson fora encontrado boiando na piscina. Edson Tsung não sabia nadar, maa mesmo assim não era motivo para não participar da “brincadeira”.

*A brincadeira do elefantinho diz que devemos, todos, nos curvar; passar uma das mãos por baixo das pernas da pessoa a nossa frente e segurar em uma das mãos dela; passar a outra mão por baixo das nossas pernas e segurar nas mão da pessoa de trás. Andar, ainda curvado, e, em nossa condição de Aspirantes a Físico, gritar: “ Uto, uto, uto, engenheiro é tudo p***(!)

* Mateus Broilo da Rocha é estudante universitário, gremista e sobreviveu ao trote.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Pelé – com um “pai” desses…

O ex-jogador Pelé sempre foi considerado ” pai” do atacante Robinho e afirma publicamente que o considera “cria” sua. Com as recentes notícias envolvendo o nome de Robinho em acusação de estupro, que ele nega, o maior nome do futebol mundial apressou-se em prestar declarações à imprensa lamentando o ocorrido e as repercussões negativas que trará a reputação dos atletas brasileiros no exterior.

“O Robinho é cria nossa, foi lançado com a gente. Enquanto estava comigo e com o Manoel Maria (ex-ponta-direita do Santos que trabalhou com Pelé na base), escutava os nossos conselhos. Agora é mais difícil falar com ele, mas coisas como essas me deixam tristes” ” Isso que aconteceu com o Robinho, com o Adriano e com o Ronaldo fecha as portas para os atletas brasileiros” Fonte

Bem, considerando o que o “pai” de Robinho declara não restam dúvidas da culpa do jogador, mesmo que ele negue peremptoriamente haver cometido o crime de extupro. Pelé associa fatos inquestionáveis como o ocorrido com Adriano e Ronaldo com as acusações contra Robinho.

Da minha parte prefiro considerar que não existe culpa por ter havido uma acusação. No meu ponto de vista Robinho é inocente até que provem o contrário.

Pele me fez lembrar o que declarou alguns anos atrás o eterno Romário: “Pelé calado é um poeta”.

Escrito por Madame Li Li |

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Modificação ab-rupta

Ab-rupto. Sim, essa é a maneira como pretendem que passemos a escrever a palavra outrora conhecida como abrupto.

Coerdeiro, outrora “co-herdeiro”, com um pequeno erro de digitação, fica igual ao cordeiro.

Os pronto-socorros de todo o país terão de perder um hífen e ganhar um “s”, tornando-se “prontossocorros”. Não sei se melhorará o atendimento aos pacientes, mas com certeza irá agredir os olhos de quem passar por eles.

Enfim, lembrei-me de minha avó: “coisa de gente que não tem o que fazer”. O único consolo que temos é saber que, ate 2012, podemos continuar a escrever “errado”.

Post sobre o mesmo tema.

Escrito por Miss Lou Lou |

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

O país esquecido


portugal-8Monumento aos descobrimentos, Lisboa

A primeira vez que falei com um português teve em mim um impacto semelhante ao que os nossos colonizadores devem ter sentido quando tomaram contato com os nossos nativos. Tinha 19 anos (hoje tenho 25) e era usuário ocasional das salas de chat do portal Terra, divididas por regiões do Brasil e do mundo e por preferências pessoais. Costumava entrar nas ligadas aos meus interesses pessoais – sobretudo na de Literatura – e na da minha cidade natal, Porto Alegre. Um belo dia, resolvi vasculhar os outros cantinhos do mundinho virtual criado pelo portal mais acessado do Brasil. Encontrei um sala para jogadores de RPGs, uma para sambistas, uma para metaleiros e uma chamada “Portugueses”. Não uma: duas salas. Achei interessante e estranho ao mesmo tempo e não pude deixar de sentir curiosidade pelo tipo de povo que lá habitava. Quem seriam estes tais “portugueses”? E numa página brasileira, ainda por cima? O que faziam ali? Entrei para conferir.

A sala contava com uns vinte membros, alguns com uns apelidos que me soaram bastante engraçados. Engatei conversa com um deles. Como de praxe, comecei com uma apresentação básica: sou o Celso e sou de Porto Alegre. E achei importante acrescentar: fica no Brasil. Afinal, minha experiência com estrangeiros na Net me dera a clara noção de que ninguém sabia o que era Porto Alegre, nem que ficava no Brasil e, muitas vezes, nem que o próprio Brasil existia. Importante, portanto, dizer que eu era brasileiro e que Porto Alegre fica no Brasil.

A isto o portuga respondeu:

- Sim, eu sei que Porto Alegre fica no Brasil.

E acrescentou:

- A Adriana Calcanhoto nasceu aí, não é?

Surpreso com a resposta, disse que sim, ela nasceu aqui, assim como outra cantora brasileira, Elis Regina. Dei outras referências da cidade, falei da dupla Gre-Nal, do chimarrão e das bombachas. Tudo isto o lusitano conhecia e eu tinha a nítida impressão de que estava rindo por dentro, pensando em alguma coisa como “que brasuca burro”. Não estaria longe da verdade, mas a forte impressão que me causou a conversa, e que me acompanhou desde então, não se deu pela minha ausência de neurônios.

Aquela pequena conversa – e tantas outras que eu tive com os habitantes da Ocidental Praia Lusitana nos anos subsequentes, fazendo inclusive bons amigos virtuais, foi um simulacro do caráter oratório das relações Brasil – Portugal. Oratório pelo seguinte: trata-se de um lado que só fala, e o outro que só escuta. Quem fala somos nós, com direito a microfone e potentes caixas de som. Quem escuta são eles e, quando tentam falar, não encontram platéia interessada em ouvi-los.

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Cidade do Porto

Eu próprio era um dos que não estava disposto a ouvi-los. Aquele sotaque que me parecia tão estranho, tão diferente das outras línguas românicas, desde que eu me conheço por gente associado a piadas e gozações, nunca me havia despertado o menor interesse. Sabia que Portugal existia (e no Brasil há quem disto não saiba) e que falavam o nosso idioma de um jeito um tanto engraçado. Tinha o necessário discernimento para saber que as piadas de portugueses eram apenas piadas e sabia que eles eram mais morenos que os alemães e franceses e um pouco mais pobres do que eles, conhecimento adquirido em aulas de geografia mal assimiladas. Sabia também que era a terra de um cidadão chamado Camões cujas estrofes eu precisava decorar para o exame vestibular. Ah, claro, e de Fernando Pessoa – mas quando eu lia a “Ode Marítima” ou “O Guardador de Rebanhos” a última coisa que eu pensava era em Portugal. Fiquei por aí. Estava muito ocupado ouvindo rock inglês, lendo James Joyce, Kafka, Machado de Assis e Cervantes e assistindo Werner Herzog e Charles Chaplin e para me preocupar com os portugueses. E creio que não era o único, já que nunca Portugal sequer entrou em pauta em minhas conversas, seja com amigos, seja com familiares – a não ser, é claro, nas piadas. Nisto eu era exatamente igual a quase todos os brasileiros. Ignorava olimpicamente o passado e o presente do país que nos colonizou.

É óbvio que alguém numa situação tal de ignorância nem sequer desconfia em que ponto do tempo e do espaço ele está parado. Não desconfia, portanto, de quão estranha e anômala é a sua situação perante os seus pares. É o caso do Brasil: ele, o brasileiro, nem se dá conta, mas é a única ex-colônia que ignora quase que completamente a ex-metrópole. Fenômenos como o de um grupo de crianças negras haitianas estudando os clássicos franceses como se fossem herdeiros de uma tradição cultural nos parecem uma brincadeira de péssimo gosto, até porque o velho e surrado discurso anticolonialista vive adormecido na ponta da nossa língua. Do mesmo modo, fenômenos norte-americanos como o amor pelo rock inglês, Charlie Chaplin, Alfred Hitchcock e a devoção por Shakespeare e Milton não têm correspondente por aqui. Até mesmo os nossos países vizinhos jamais esquecem da presença inspiradora de um Ortega y Gasset, um Unamuno, um Camilo José Cela, vários e bons músicos espanhóis, um Goya e a figura sempre magna de Cervantes. Jovens argentinos e mexicanos escutam Joaquin Sabina e Estopa, fazem fila para assistir o último de Almodóvar (e de outros espanhóis menos óbvios) e lêem quadrinhos feitos na Espanha. Aliás, nós também fazemos fila diante dos filmes de Almodóvar, empurramos quem está na nossa frente para ver quadros de Picasso e não hesitamos em gastar 50 reais para comprar um livro como “A Sombra do Vento”, do espanhol Carlos Ruiz Zafon. Mas não fazemos – nunca fizemos – o mesmo com um cineasta, um desenhista, um artista ou um escritor português, sendo que a única exceção, José Saramago, constituiu-se em exceção depois do Nobel de 1998 e de uma agressiva estratégia de vendas fruto do projeto pessoal do próprio Saramago em fazer-se conhecido no Brasil.

O outro lado da moeda é bem diferente. Sem que seja necessária uma missão artística ou estratégia de divulgação, as listas de discos mais vendidos em Portugal sempre trazem um brasileiro. As audiências das novelas da Globo continuam altas, o Brasil é um grande destino turístico dos portugueses, filmes como “Carandiru”, “Tropa de Elite”, “Cidade de Deus” e outros chegaram ao circuito comercial (aliás, Fernando Meirelles é o responsável pela única adaptação para o cinema de uma obra de Saramago) e até mesmo autores popularescos como um Paulo Coelho têm grande público por lá, a par de um Machado de Assis, um Carlos Drummond de Andrade, um Guimarães Rosa ou um Érico Veríssimo entre as camadas mais cultas da população portuguesa. Quem duvida que acesse a seção de cultura dos jornais portugueses na Internet.

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Mosteiro dos Jerônimos

É possível que eu esteja exagerando e que um americano do Meio-Oeste, gordo, de cabelos loiros, nem saiba qual é a capital da Inglaterra ou que um índio boliviano sequer saiba falar castelhano. Talvez. Mas com absoluta certeza um professor universitário americano ou boliviano não deixam nunca de conhecer e respeitar a cultura do país que gerou o seu idioma. Salvo pontuais observações sarcásticas de um Borges e seus companheiros de geração com relação à cultura espanhola (sendo que ele, Borges, sempre se considerou Unamuno e Cervantes como mestres), os hispano-americanos nunca deixaram de ter Madrid como o meridiano cultural da língua espanhola, fato claramente comprovável pela força decisória da Real Academia quando o assunto é idioma e o prestígio do Prêmio Cervantes entre os hispanohablantes. Gostando ou não dos espanhóis, os nossos países vizinhos não deixam de resguardar a cultura de língua espanhola e de se sentirem, de um modo ou de outro, descendentes de uma tradição e continuadores dela.

No Brasil, como sabemos, o povo ignora tudo sobre Portugal e reduz o país a material para anedotas vendidas em bancas de jornal. Isto em si, em se tratando do povo, nem seria grave. A questão é que os próprios intelectuais brasileiros não fazem nada muito diferente disto. A releitura brasileira da cultura portuguesa com muita frequência é feita em tom francamente pessimista, quando não jocoso e desrespeitoso e às vezes até condescendente. É a célebre passagem de Antonio Candido em “A Formação da Literatura Brasileira”, quando trata a literatura (e a cultura) portuguesa como “um arbusto de segunda ordem no jardim das Musas”; é o tom presente em Sérgio Buarque de Holanda, que coloca os ibéricos (e, principalmente, os portugueses) como insensíveis ao trabalho, à organização geral, à educação, à cultura e ao planejamento, deixando margem para o velho lugar-comum de que “teria sido melhor se fossem os ingleses”; é a declaração apocalíptica de Carlos Drummond de Andrade que Portugal foi um país que deu Camões ao mundo e morreu. É isso tudo e muito mais. Uma coisa é um bando de malucos complexados clamando contra o ex-colonizador. A outra são análises feitas por pessoas supostamente qualificadas e imbuídas de rigor científico. Uma coisa é o grito de meia dúzia de pseudo-intelectuais e ignorantes assumidos. A outra é a elite cultural, responsável direta pelos destinos da nação, dizer que a cultura da qual a sua provém pouco acrescentou ao mundo e lamentar o legado que recebemos. Tendo estudado fenômeno semelhante na Argentina não encontrei nada de parecido com isto – e não creio que os EUA, tributários de uma das tradições literárias mais ricas do Ocidente, tenham tomado posição semelhante. Nossa posição é única.

Novamente, o outro lado da moeda chega a ser constrangedoramente distinto. Nem é preciso recorrer às visões amorosas e quase idílicas de um Agostinho da Silva, que considerava o Brasil melhor do que Portugal em todos os sentidos, de um Jaime Cortesão, que achava que servir ao Brasil uma das melhores formas de ser português, e até mesmo do ditador António de Oliveira Salazar, que impedia os seus cidadãos de tomar Coca-Cola mas nunca os impediu de ouvir Roberto Carlos e a Jovem Guarda. Basta esta citação retirada de um pequeno livro didático de história portuguesa, datado do século XIX, para termos em mente o que era ensinado aos pequenos portugueses sobre a ex-colônia.

“Hoje, o Brasil, vastíssimo império, vivido, esperançoso e livre. Emancipado da metrópole não só pelos sucessos políticos que se realizaram no primeiro quartel do século em que vivemos, mas ainda pela lógica natural do progresso das sociedades, está destinado pela sua posição geográfica, pela excelência do clima, pelas riquezas que possui e pelo patriotismo dos seus habitantes, a desempenhar um grande papel na história do novo mundo. Possa o povo infante, filho e em tudo descendente d’uma nação pequena, mas nobilíssima, viver e prosperar por muitos séculos, dando exemplos de sabedoria e de humanidade às velhas monarquias da Europa, que se julgam mais civilizadas, e que só têm mais poder ou fortuna. (Moreira & Correa, s/d, p. 38)”

Em outras palavras, os portugueses eram ensinados a nada menos do que amar o Brasil e até mesmo defendê-lo ante o ataque das demais nações européias que “se julgam mais civilizadas e que só têm mais poder ou fortuna”. Deveriam agir como um pai a defender o filhão das críticas dos professores nos conselhos de classe, um irmão mais velho que entra na briga contra os meninos da outra rua para evitar que o irmãozinho apanhe. É claro que tudo isto data de mais de século atrás e a ingenuidade, por uma série de razões, já não é a mesma. Mas é surpreendente o fato de que Cristiano Ronaldo, ao desembarcar em Brasília para um amistoso contra a nossa seleção, tenha feito questão de chamar o Brasil de “país irmão” perante toda a imprensa. Não creio que qualquer jogador nosso teria feito o mesmo se fôssemos jogar em Portugal – aliás, é bem provável que, ao desembarcar lá, a maioria deles (ou todos eles) nem pensasse que está numa nação que fala a mesma língua que nós, quanto mais que guarda laços históricos e linguisticos.

Tudo isto é incompreensível para um brasileiro. Isto pode até certo ponto ser explicado pelo fenômeno de etnocentrismo típico dos países de grande população e dimensões, como os EUA, que chama de “World Champion” ao seu campeão nacional de beisebol. Mas não é apenas isso. Quem visita Minas Gerais aprende em detalhes a história do barroco “brasileiro”, construído por brasileiros e criado por nós. E é óbvio que muitos portugueses já se deram conta disto. Chamo a atenção para as palavras do jornalista português Miguel Sousa Tavares, velho conhecedor e admirador do Brasil e da cultura brasileira, que escreveu um artigo sobre a comemoração dos 500 anos do Brasil num tom para nós impensável para quem carrega o fardo de “colonizador”.

Assim começa o seu artigo “Desculpem lá o Cabral:

“Tal como vejo as coisas, há duas atitudes habituais, do lado de cá, e ambas são causa de ilusões: uma, é a tal nostalgia imperial, que talvez seja uma fatalidade de quem algum dia foi Império, e que, na prática, se traduz em alguns desejos tidos como verdades de todos os tempos, tais como a ficção do “país-irmão” ou a presunção de que os brasileiros, só porque falam a mesma língua, hão-de gostar tanto de nós quanto nós gostamos deles; outra, é uma subserviência institucional perante o Brasil, da parte de alguns “abrasileirados oficiosos”

Logo depois diz o seguinte:

A questão próxima – as declarações de Caetano Veloso – é apenas um detalhe, mas o detalhe é elucidativo. Preparava-me eu, entusiasmado, para ir a correr comprar bilhete para o espectáculo de Caetano no Parque das Nações, quando dei comigo a pensar se estaria certo ir a um concerto comemorativo dos 500 anos da descoberta do Brasil, ouvir um brasileiro que afirma que “o que Portugal veio fazer ao Brasil foi sugar, sugar, sugar e matar índios.” Se isto é o que ele pensa que Portugal foi fazer ao Brasil, a pergunta óbvia é o que vem ele fazer a Portugal. E como é que nós nos sentiremos a aplaudi-lo no Parque das Nações? Eu sinto-me mal.” E assim encerra o grande jornalista e escritor da cidade do Porto: “Desculpem lá o Cabral, pá. Até dizem que ele não o fez de propósito…”

Qualquer bom entendedor percebe que o tom empregado pelo sr. Sousa Tavares é qualquer coisa menos típico de um “colonizador”. Não é, talvez, sequer o tom que se espere de um europeu e sem dúvida alguma não é o tom que um espanhol ou um inglês empregaria para comentar alguma impertinencia vinda de suas ex-colônias. É o tom de quem está magoado. É o tom de quem esperava uma coisa e recebeu outra, de quem, como ele mesmo diz, estava prestes a correr para ir comprar o bilhete como uma criança corre atrás dos amigos para jogar futebol e, de repente, dá-se conta de que ninguém quer brincar com ela. É o tom, enfim, do amor não correspondido. E este tom nos constrange. Nos deixa um tanto embaraçados. Nos deixa sem resposta. É como se, passeando numa praça qualquer, um desconhecido se aproximasse e declarasse, na nossa frente, que desde sempre seguiu nossos passos, desde sempre nos amou e agora está magoado porque não lhes demos atenção e a pouca que lhe damos é fria e protocolar. O que responder?

A questão recente do Acordo Ortográfico é fortemente elucidativa. Enquanto os brasileiros estão meio chateados com o fim da trema, os portugueses consideram esta reforma, que alterará 0,5% da grafia brasileira e quase 2% da portuguesa, nada menos do que um atentado à sua independência, uma atitude colonialista e fortemente imbuída de um plano de expansão do Brasil em território português. Nem é preciso dizer o quão engraçado é ver os papéis tradicionais sendo trocados e os portugueses agirem como se fossem uma pequena república sob as garras de um terrível e opressor império, como se fossem uma espécie de Cuba atacada pelo temível gringo ianque. E os gritos portugueses nem chegam até aqui: ninguém está sabendo que eles são contra o acordo e ninguém, ninguém, rigorosamente ninguém, está interessado em modificá-lo por causa deles. Não há nada de altivo, sobranceiro e autoconfiante na atitude dos portugueses, nada do a mi no me importa dos seus vizinhos espanhóis, empregado tanto nas relações diplomáticas quanto na vida cotidiana. Há apenas o sentimento de rejeição, medo, amor não correspondido e ciúme – o sentimento de quem se importa e percebe que o outro lado não se importa.

portugal-turismo-historia-clim

É de se notar, aliás, que nos últimos tempos a diplomacia portuguesa tem feito o possível e o impossível para tentar fazer o velho Portugal parecer um país moderno, cool e chique para os brasileiros. Em todas as entrevistas, os embaixadores portugueses dizem que não é mais possivel que os brasileiros continuem a ver os portugueses como o seu Manuel e a dona Maria e Portugal como o país do bacalhau, das padarias, de Nossa Senhora de Fátima e de prédios antigos prestes a desabar. Não creio que tenham conseguido grande coisa. Continuamos a prestar mais atenção em Joyce e Ian Curtis do que nos seus correspondentes lusitanos. Após constatar tudo isso, um professor português chegou a sugerir a estapafúrdia idéia de que a imigração brasileira para Portugal deveria ser facilitada a fim de que o país se tornasse mais interessante aos olhos da maior parte da população, como os EUA, por exemplo. Ora, é um claro indicativo de que os portugueses já não sabem mais o que fazer para conquistarem a nossa simpatia ou a nossa atenção. E já não sabem por que não têm a menor idéia de como conquistarem a nossa simpatia e a nossa atenção. Apesar de todas as novelas, de toda a música, de todos os livros, de todo o futebol, de tudo o que leva, enfim, a marca Brasil em Portugal ser amplamente conhecido do mais ignaro dos lusitanos, o fato é que eles, com tudo isso em mãos, não sabem o que falar e como falar com os brasileiros. A idéia que fazem do que é o Brasil, com toda a informação que têm a respeito de nós, simplesmente não bate com o que nós pensamos a respeito de nós mesmos. E talvez seja difícil para um português imaginar que, depois de quase duzentos anos de afastamento e de migrações de gente de todo o mundo (incluindo aí a construção de cidades à imagem e semelhança de suas terras natais), da Alemanha ao Japão, do Líbano à Itália, da Espanha à Coréia, da Rússia à Grã-Bretanha, o seu povo se tenha transformado em apenas um dos constituintes da nação brasileira, um entre muitos, sem distinção, sem especial carinho ou reconhecimento. Sem nenhum sentimento de irmandade. Um Manoel ou um Joaquim entre milhões de Fritzes, Helmuts, Giuseppes, Jacobs, Mohammeds, Farids, Johns, Josephs, Pablos, Fiodors, Leons e outros tantos que o Velho Mundo expulsou e a doce terra brasileira recebeu, deu comida, abrigo e amizade. A um português amante do Brasil – o que é quase uma espécie de pleonasmo – talvez seja um pouco decepcionante descobrir que para cada Ouro Preto há uma Blumenau, uma Garibaldi, uma Nova Friburgo, uma Monte Verde, uma Nova Veneza…..

Não conheço ninguém que tenha tratado essa questão melhor do que o ensaísta português Eduardo Lourenço em “A Nau de Ícaro”. No seu ensaio elucidativamente intitulado “Nós e o Brasil – ressentimento e delírio”, Lourenço admite que “O discurso português sobre o Brasil, tal como uma longa tradição retórica e historiográfica recita e reescreve sem cessar, é uma pura alucinação nossa, que o Brasil – pelo menos desde há um século – nem ouve nem entende” e que “A autonegação ou denegação que a cultura brasileira faz de si mesma, ocultando, menosprezando ou, com mais verdade hoje, ignorando o seu nódulo irredutível e indissolúvel português (que, mais do que língua, quer ser memória, cultura, rito e ritual) é tão absurda e delirante como a fixação possessiva, o amor imaginário, que devotamos a um Brasil não por ser o que ele é, e o merecer naquilo que ele é, mas por julgarmos que os brasileiros se viem como continuação, ampliação e metamorfose nossa”.

Logo reconhece o óbvio, não sem alguma dureza:

“Que relação pode existir entre o imaginário de um povo de 10 milhões de habitantes, como Portugal, prisioneiro de mitos obsoletos – o Brasil é um deles – e o de um país de 150 milhões de almas, entre as quais se contam pessoas vindas da Itália, Espanha, Alemanha, Europa Central, Oriente Médio, Rússia ou Japão?”

Também duramente ele admite que:

“Sem intuito de escandalizar, os portugueses devem saber, perceber e até compreender que nós não somos um problema para o Brasil. Ou só o somos, negativamente, quando em momento de profundo ressentimento de imaginários pais mal-amados ou ignorados, cedemos à tentação de nos enervar com a desatenção brasileira a nosso respeito”.

Mais dura ainda é esta passagem:

“Os brasileiros nunca nos perdoarão o não terem tido um pai para matar, ou um pai digno de ser morto, como aconteceu com os colonos da Virginia para com a Inglaterra , com os indios do padre Hidalgo, ou com os soldados de San Martin e de Bolivar para com a Espanha (….) A infelicidade dos portugueses reside no fato de não poderem esquecer esse momento em que, tendo abandonado o porto de origem, se tornaram por força das circunstâncias, pequenos demais para os seu sonhos”.

Por fim, Lourenço deixa um recado aos portugueses:

“Para o nosso mútuo presente o que seria urgente era rever, de cabo a rabo, toda essa teia imaginária, hipócrita e nula nos seus efeitos que se acoberta sob o rótulo de relações culturais entre Portugal e o Brasil (…) Quanto a nós, o que nos cabe é estruturar, reforçar, conhecer cada vez melhor a nossa imagem, a maneira como somos vistos e percebidos, os limites do que somos e podemos esperar de nós mesmos e dos outros, em suma, autonomizarmo-nos como realidade história e anímica, para escapar com sucesso à galáxia familiar de um ressentimento e de um delírio identicamente indignos de um povo que é gente, história e sociedade organizada há oito séculos (…)”.

É claro que não falta no discurso do sr. Lourenço o mesmo ressentimento que ele tanto deplora em muitos de seus compatriotas. Nota-se claramente o mesmo desapontamento de Miguel Sousa Tavares e de todos os portugueses que confrontam esta mesma realidade, seja pessoalmente, em viagens ao Brasil (cada vez mais frequentes) seja através da Internet, a cada vez que colocam “Portugal” num motor de busca e se deparam não com um poema de Camões mas com uma infame piada ou o seu modo de ser, a sua cultura e a sua História como objeto de chacotas. De qualquer forma, é bom lembrar que estes textos foram publicados nos anos 90 e não creio que possam sofrer qualquer reparo. Nem mesmo a emigração desqualificada de brasileiros para Portugal – o que sempre mancha a imagem dos países – arrefeceu o estado de ânimo português para conosco: até nosso maior festival de rock foi comprado por eles, seus jovens falam “treta”, “ô meu”, “bacana”, “veado” e outras gírias nossas e na seleção portuguesa de futebol não faltam brasileiros, incluindo aí ídolos nacionais, tidos, havidos e tratados como autênticos compatriotas. Não serão essas contingências de ordem econômica que irão matar os mitos e os símbolos enraizados em uma cultura tão fortemente simbólica como é a portuguesa. Esquecer estas coisas não é algo próprio deles, mas sim de nós. Desconfio, porém, que o tempo – que, como Borges disse, também é esquecimento – nos mostrará que este apagamento progressivo da marca portuguesa no nosso imaginário será o maior e o mais grave de todos os nossos esquecimentos.

Escrito por Celso Augusto Uequed Pitol |

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Reforma ortográfica – meu protesto particular

Como não pretendo sujeitar-me a seguir regras que não condizem com o bom senso como a ausência de acento diferencial em pára (do verbo parar) e para (preposição) , escrever “jibóia, como se tivesse um som fechado e aceitar que cinqüenta seja escrito sem a trema, comunico a todos que ignorarei a reforma ortográfica. Considero que é inútil e prejudicial, eis que será, por exemplo, extremamente difícil convencer uma criança que “idéia” , com seu som escancaradamente aberto, seja escrito “ideia”.

Não aceitarei algo que ofende minha inteligência e desafia a simples lógica.

Escrito por Miss Lou Lou |

sábado, 3 de janeiro de 2009

Gaza – chega de massacre

Recebemos email do ex-deputado Cezar Busatto conclamando a mobilização pelo cessar fogo em Gaza, dando término ao massacre perpetrado contra o povo palestino.

A pertinência da causa e a reconhecida honorabilidade do remetente nos levaram a, sem pestanejar, assinar virtualmente o documento.Aliás, se dúvidas houvessem bastaria uma rápida olhada nas páginas da revista Veja desta semana para que imediatamente buscassemos formas de manifestar repúdio contra os crimes que estão sendo praticados por Israel na Faixa de Gaza.

Abaixo reproduzimos o texto que circula pela rede e o link onde pode-se manifestar apoio à mobilização pelo cessar fogo.

Caros amigos,

Ao observarmos o massacre de Gaza com horror e assustados com a rápida e descontrolada espiral da crise, uma coisa é certa: essa violência só causará mais sofrimento entre os civis e uma escalada do conflito.

É preciso encontrar outra solução. Até agora, mais de 370 pessoas já morreram e outras centenas foram feridas. Pela primeira vez, os mísseis estão atingindo a cidade de Ashdod, no interior de Israel, e ambos os lados do conflito estão se mobilizando para uma invasão. Começou uma reação mundial, mas será preciso mais do que palavras: não haverá o fim da violência imediata, nem a garantia de paz geral sem uma firme mobilização da comunidade internacional.

Estamos lançando hoje uma campanha emergencial que será entregue ao Conselho de Segurança da ONU e às principais potências mundiais, pedindo medidas para garantir o cessar-fogo imediato, atenção à escalada dessa crise humanitária e providências para que se possa chegar à paz real e duradoura na região.1 Siga o link abaixo agora mesmo para assinar o abaixo-assinado emergencial e enviá-lo a todas as pessoas que você conhece:

Após oito ou mais anos de diplomacia americana e internacional sem resultados, que levaram ao dia mais sangrento de Gaza já registrado pela memória recente, precisamos levantar um protesto mundial exigindo que os líderes mundiais façam mais do que emitir declarações, para que possam garantir a paz nessa região. A ONU, a União Européia, a Liga Árabe e os EUA devem agir juntos para garantir um cessar-fogo, inclusive dando fim aos ataques de mísseis em Israel e abrindo os pontos de travessia de fronteiras para obtenção de combustíveis, alimentos, medicamentos e outras remessas de ajuda humanitária.

Com a posse do novo presidente americano em menos de um mês, surge uma oportunidade real de reviver os esforços de paz. As recentes hostilidades exigem não apenas um cessar-fogo imediato, como também um compromisso de Obama e outros líderes mundiais de que a resolução do conflito entre Israel e Palestina terá prioridade máxima em suas agendas. Diante do impacto desse conflito contínuo em todo o mundo, isso é o mínimo que devemos exigir.

Em 2006, fizemos uma mobilização pelo cessar-fogo no Líbano. Durante anos, temos trabalhado por uma paz justa e duradoura, publicando outdoors e anúncios em Israel e na Palestina. Agora, entrando no novo ano de 2009, precisamos nos mobilizar novamente para exigir a resolução pacífica e duradoura do conflito, em vez da escalada da violência. Siga este link para incluir seu nome do pedido de paz.

Todos os lados do conflito continuarão a agir assim como antes se acreditarem que o mundo vai permitir que eles continuem com essa postura sem fazer nada para detê-los. Dois mil e nove será um ano em que as coisas poderão ser diferentes. Diante dessa crise e das possibilidades de um novo ano, é hora de exigir o cessar-fogo e trabalharmos juntos para finalmente dar fim a esse ciclo de violência.

Entre as medidas adicionais possíveis estão: uma resolução formal do Conselho de Segurança em vez da emissão de uma declaração à imprensa, como a de 28 de dezembro de 2008; pressão internacional explícita nas esferas pública e privada para que as partes conflitantes acabem com as hostilidades, inclusive elaborando termos claros para a retomada das negociações (ver também este artigo em inglês: ); supervisão internacional da fronteira em Rafah; e, com o tempo, uma resolução detalhada do Conselho de Segurança estabelecendo os termos do direito internacional para a paz permanente entre Israel e a Palestina.


segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Dia diferente no Banco

Ter de ir a uma agência bancária 2ª feira pela manhã faz o cidadão mentalizar antecipadamente que irá ter de enfrentar momentos tediosos, sem nada que proporcione satisfação. Assim iniciei minha semana natalina. No entanto, tive a ventura de escolher a agência Boqueirão/Canoas da Caixa Econômica Federal, que completou dois anos no dia 21 passado. Para minha surpresa, quando ingressei no local, às 11 horas em ponto, funcionários e clientes cantavam o “Parabéns a você” e um imenso bolo azul nos aguardava servido inicialmente pela gerente da agência e depois por outros funcionários. Todos recebemos fatias companhado por chá. Era bonito de ver a expressão das crianças que ali estavam, recebendo o bolo azul.

A comemoração realizada da maneira informal, desprensiosa mas sincera, fez com que o ambiente no local ficasse leve.Os clientes iniciaram a semana de uma maneira boa. Percebia-se nas pessoas o resultado da gentileza recebida. Porque o fundamental era isso, a maneira como a comemoração foi feita.

Sensibilidade, mesmo no exercício de uma das tarefas onde menos se espera encontrar esta qualidade, foi o que a gerente Clair demonstrou frustrando minhas previsões de um início de semana tedioso dentro de uma agência bancária. Que o exemplo frutifique.

Escrito por F Rules

sábado, 22 de novembro de 2008

Grêmio na Bahia e culto às tradições

Sábado pela manhã tomo meu café, leio meu jornal e escuto, vindo da casa ao lado , o som de músicas regionais do Rio Grande do Sul. O Jornal informa que, seguindo o padrão que tem se repetido em todo o Brasil, o Grêmio foi recepcionado em Salvador por dezenas de torcedores. Uma baiana vestida de forma típica presenteia os visitantes daquele maravilhoso estado com fitinhas do Senhor do Bonfim. Quem já foi à Bahia sabe o clima especial que cerca a chegada do visitante, que já é convidado a sorrir desde o momento em que pisa a Boa Terra.

O som vindo da casa vizinha, que alegra a manhã de nosso sábado, evidencia o apreço que temos pelas tradições gaúchas. Sendo assim, porque não transmitir a nossos visitantes esse sentimento, como o fazem de forma tão calorosa os baianos?

Escrito por Madame Li Li

Grêmio na Bahia e culto às tradições

Sábado pela manhã tomo meu café, leio meu jornal e escuto, vindo da casa ao lado , o som de músicas regionais do Rio Grande do Sul. O Jornal informa que, seguindo o padrão que tem se repetido em todo o Brasil, o Grêmio foi recepcionado em Salvador por dezenas de torcedores. Uma baiana vestida de forma típica presenteia os visitantes daquele maravilhoso estado com fitinhas do Senhor do Bonfim. Quem já foi à Bahia sabe o clima especial que cerca a chegada do visitante, que já é convidado a sorrir desde o momento em que pisa a Boa Terra.

O som vindo da casa vizinha, que alegra a manhã de nosso sábado, evidencia o apreço que temos pelas tradições gaúchas. Sendo assim, porque não transmitir a nossos visitantes esse sentimento, como o fazem de forma tão calorosa os baianos?

Escrito por Madame Li Li