quinta-feira, 9 de abril de 2009

“Quero ajudar Obama”, diz Fidel Castro

E Obama também quero ajudar Fidel Castro. O líder americano está propondo várias iniciativas de aproximação com a ilha caribenha, que incluem flexibilização das hoje duríssimas relações comerciais entre os dois países.

Fidel Castro e o governo Obama estão em rota de aproximação. Mais do que isso: dá para dizer que um clima de simpatia mútua está começando a se desenhar. Nesta semana, seis deputados democratas visitaram Castro em sua residência e voltaram impressionados com “El Comandante”, a quem qualificaram como uma pessoa saudável, cheia de energia e com as idéias bem claras. Ou seja, ao contrário do que a mídia está dizendo, os deputados americanos afirmam tacitamente que Fidel não está à beira da morte.

O deputado Bobby Rush fez questão de dizer que Raul Castro pessoalmente é o contrário do que a mídia costuma dizer dele. Voltou maravilhado: “O que me fascinou nele foi o seu grande senso de humor, sua consciência histórica e suas qualidades humanas”.

Fidel não ficou menos satisfeito com a visita dos representantes do país vizinho. Agradeceu a eles pela “qualidade de suas palavras simples e profundas”.

Quem não acredita clica aqui.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

E Beckham quer ficar

Quando David Beckham anunciou sua ida para o futebol dos Estados Unidos da América o mundo do futebol estremeceu. À época, vivia seu pior momento no galáctico Real Madrid: afastado do time titular pelo pouco simpático Fábio Capello e por vezes sacado até mesmo do banco de reservas, Beckham decidiu embarcar rumo a Los Angeles, o que para muitos decretaria o final de sua carreira como jogador de alto nível.

Curiosamente, foi depois do anúncio de que iria se transferir no final do contrato que o jogador provou que não havia crescido no esporte apenas pelo marketing: escalado de volta aos titulares pelo elenco e pela torcida Beckham jogou como não fazia desde os tempos de Manchester United. Comandou o meio-campo madrileño rumo ao título de La Liga acabando com o jejum de títulos de dois anos do maior clube espanhol, provando que não ia para os Estados Unidos por incapacidade de jogar no futebol europeu. Ia por opção.

Desembarcava em Los Angeles o capitão do English Team e principal nome do futebol inglês desde o final da década de 90. A aposta do Los Angeles Galaxy era promover o clube e funcionou – não há hoje sequer um cidadão verdadeiramente interessado por futebol que não conheça o clube pelo nome, fato inimaginável antes da chegada do craque/popstar. A transferência catapultou a marca LAGalaxy e encheu estádios em um país que o futebol sempre foi considerado “coisa de menina”. O antigo camisa sete do Manchester United demonstrou na Costa Oeste americana as qualidades que o fizeram crescer no futebol (chegou a ser eleito o jogador da temporada, mesmo que não seja muito difícil por lá) e por isso seguiu sendo convocado para defender a Inglaterra. Habituado ao clima do “Real Football”, Beckham alternava entre a Mickey Mouse´s League e o futebol de verdade pelo escrete nacional. Até que em dezembro de 2008 é emprestado ao Milan por um período curto, como solução emergencial enquanto o clube rossoneri sofria com lesões. Permitiram que provasse a doce maçã novamente…

Beckham voltou ao futebol europeu como se jamais tivesse saído. Conquistou a titularidade tão logo teve condições físicas e legais de jogo, surpreendendo até mesmo aqueles que sempre apreciaram seu futebol. Com menos de 10 partidas já está contagiado novamente pelo clima do futebol que o Milan, como poucos clubes no mundo, oferece aos seus atletas. E evidentemente não quer mais o futebol americano (sem trocadilhos). Depois de ter passado toda sua carreira jogando pelos maiores clubes do mundo e tendo novamente esta oportunidade, era impossível que não se sentisse embriagado mais uma vez por aquele sentimento que faz milhões de crianças sonharem mundo afora: o sentimento de ser um jogador de futebol de verdade. E David Beckham dá a prova definitiva de que é um jogador de futebol quando aos 34 anos e realizado financeiramente sente-se novamente contagiado por este sentimento. O futebol agradece.

Escrito por FRules


SAIU A ZICA!

Foi só o treinador demitido sair do Grêmio que a bola entrou! 3×0! Com direito ao Souza desperdiçando 31235193851235 oportunidades, negando-se a passar a bola para o Maxi Lopez e gerando para si próprio o constrangimento de tomar uma sonora vaia aos 45 minutos, quando o jogo já estava 3×0 e a torcida estava em festa. O motivo da vaia? Pela terceira vez consecutiva, avançavam Souza e Maxi Lopez contra um zagueiro apenas, Souza com a bola e Maxi sozinho. E, pela terceira vez consecutiva, Souza se negou a passar a bola e desperdiçou a chance de aumentar ainda mais o placar.

De resto, valeu o futebol simples e eficiente de Tcheco, a zaga, que em geral jogou de forma consistente, Adílson, brilhante no desarme, Makelele mostrando o porquê de ser considerado um coringa e Herrera e Maxi, brigando e nunca desistindo (e funcionando como dupla de ataque, eis que o gol de Maxi foi originado por um cruzamento de Herrera). Mas, acima de tudo, valeu pelo afastamento da ZICA que havia se instalado no Olímpico desde que aquele que foi demitido assumiu o cargo de treinador do Grêmio em 2008. Deu até mais prazer assistir ao jogo sabendo que na casamata não estava mais o ex-treinador.

terça-feira, 7 de abril de 2009

O Grêmio está virando freguês do Internacional…

…ou o julgamento está sendo injusto?

Quando do lançamento da tabela do Campeonato Gaúcho de 2009 a classificação do Grêmio para a Libertadores estava praticamente assegurada. E todos sabem, desde 1995 o Grêmio refere-se ao estadual como CAFEZINHO quando tem uma prioridade como a Copa Libertadores, uma forma educada de dizer que o que importa de fato é o torneio continental. Ou seja, era evidente que o Imortal Tricolor iria utilizar reservas durante a competição – e todos sabem, os reservas são reservas; eles são piores que os titulares. Jogam mal. Perdem pontos. Levam quatro gols do Caxias e três do Veranópolis,

Sendo assim, era evidente que o Grêmio não seria a equipe líder em pontos gerais do torneio. Fatalmente pontos seriam perdidos com o rodízio de atletas em prol da Libertadores. E é exatamente aí que quero chegar: o interessante desta GENIAL tabela proposta pela Federação Gaúcha de Futebol inspirada no Campeonato Carioca é o privilégio que ela concede para a equipe de melhor campanha – nas fases de mata-mata, o time de melhor retrospecto decide em casa. Natural que fosse assim. O time que teve melhor desempenho merece jogar em seus domínios a decisão da vaga. O que intriga é que a decisão se dá em PARTIDA ÚNICA nos domínios dos adversários.

No campeonato estadual carioca as tradicionais Taça Guanabara e Taça Rio seguem estes moldes e com relativo sucesso. O diferencial é que no Rio de Janeiro existe um estádio neutro para estas decisões, o Maracanã. O Flamengo enfrenta o Fluminense em jogo único também, assim como no Rio Grande do Sul neste ano… só que com estádio dividido entre as torcidas, mando de campo e renda para a equipe de melhor campanha e chances iguais de classificação.

Negar que uma decisão em jogo único na casa do adversário é um favorecimento absurdo significa desconhecer o futebol e o que cerca uma partida. Ainda mais quando se trata de um clássico Gre-Nal com duas apaixonadas torcidas e a visitante em número irrisório. E dos três clássicos disputados neste estadual o Grêmio jogou dois no estádio adversário e um como mandante, sendo que este – vejam só! – foi realizado…em campo neutro!

Ou seja, estas quatro derrotas consecutivas gremistas em clássicos não caracterizam o Grêmio como freguês do Internacional, eis que em todos os casos jogou longe de seu quintal. Claro, deve se acender um sinal de alerta: os gremistas esperam conseguir resultados positivos fora do Olímpico também. Uma análise mais verdadeira poderá ser feita no primeiro Gre-Nal do Brasileirão, que será disputado na casa gremista. O resultado desta partida irá nos dizer se o Grêmio realmente sofre dificuldades enfrentando o Internacional nos dias atuais. Até lá, qualquer julgamento de méritos é errôneo e completamente injusto.

Villa Mimosa – Justiça mantém liminar que garante área de preservação ambiental em Canoas

O status de Cidade dos Tocos, que Canoas (RS) continua lamentavelmente a ostentar, sofreu um forte abalo nesta semana, renovando a esperança de que é possível evitar que a ganância de alguns se sobreponha aos legítimos interesses de toda uma população. Como já foi referido por aqui a Villa Mimosa em Canoas (RS) é uma área de preservação ambiental que está sob ameaça face à pretensão de um grupo empresarial de São Paulo e Porto Alegre de construir prédio na área. A mobilização popular para evitar a concretização da ameaça de derrubada das árvores centenárias que existem no local levou a que um cidadão canoense promovesse uma Ação Popular. Concedida liminar que impediu as atividades predatórias que estavam prestes a ocorrer na Villa.

O Município de Canoas agravou da decisão, visando fosse revogada a liminar que impedia a empresa construtora de fazer a derrubada das árvores no local. Entende o ente público não ser a Villa Mimosa uma área de preservação permanente e também ser desnecessário estudo de impacto ambiental para construção do empreendimento no local. O Município de Canoas alegou que 115 “indivíduos arbóreos” serão suprimidos, sendo que como forma de compensação o empreendedor deveria plantar 1255 mudas de árvores nativas. Entendendo: seriam cortadas 115 árvores centenárias inseridas em um contexto específico, sendo parte de um conjunto harmonioso e como forma de ” compensação” seriam plantadas 1.255 mudas dispersas. Minha memória registra a arborização que existia na rua 15 de Janeiro há poucos anos. Estas árvores foram cortadas e no lugar plantadas mudas. Destas mudas poucas realmente evoluiram para a condição de árvores e o que se vê na principal rua da cidade, ao longo dos muros do Colégio La Salle é uma paisagem inóspita que somente não é pior pela presença , pelo menos por enquanto, de árvores no terreno do referido estabelecimento.

O Tribunal de Justiça do RS, através de decisão monocrática da Desembargadora Liselena Schiafino Robles Ribeiro, negou seguimento ao Agravo interposto pela procuradora do Município, por considerá-lo manifestamente improcedente, mantendo a liminar obtida na Ação Popular proposta pelos advogados Jorge Feres Gomes Uequed e Paulo Eduardo Cesar como produradores de João Cesar.

A tentativa da procuradoria do município de ver referendado pela Justiça o ato atentatório contra o meio ambiente felizmente não logrou êxito, sendo mais uma demonstração clara de que somente a mobilização popular é capaz de evitar a progressiva destruição de nossas áreas de preservação ambiental.

Uma cidade somente deixará de ser Cidade dos Tocos quando seus moradores entenderem que lutar por ela é lutar por si mesmos, com obtenção de um espaço com melhores condições de vida. Felizmente, há em Canoas um grupo de moradores que entende isso e vem lutando em prol da cidade que escolheram para viver. Esperamos que muitos outros somem-se ao grupo inicial e persistam na luta contra a insana arrogância dos imitadores dos Orcs de Saruman .

Abaixo o texto integral do Acordão proferido no Agravo de Instrumento interposto pelo Município de Canoas
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Jorge Uequed receberá o título de Cidadão Canoense

A cidade de Canoas (RS) contará a partir de hoje com mais um cidadão. Em sessão realizada nesta terça-feira, às 19 horas, a Câmara Municipal de Vereadores entregará a Feres Jorge Uequed, advogado, jornalista, deputado federal durante 20 anoas e atual presidente da Comissão de Ética Municipal, a honraria reservada àqueles que, não sendo naturais de uma localidade, a ela prestam relevantes serviços. Uequed foi agraciado com a distinção em 1991; porém na condição de deputado federal estava participando de discussões parlamentares em Brasília e devido a isso não pode comparecer à cerimônia de entrega na época.

Feres Jorge Uequed também será homenageado na condição de diretor do jornal local O Timoneiro, o mais antigo em circulação na cidade.

México: um novo estado dos EUA?

A premiê alemã Angela Merkel, em viagem ao México, disse aos políticos mexicanos que o país deveria passar a fazer parte dos Estados Unidos.

“Deixem-me falar claramente: a União Européia apóia firmemente a candidatura do México aos Estados Unidos“, disse ela diante da Assembléia Nacional Mexicana, sendo surpreendentemente ovacionada pelos deputados.

Merkel evocou os “séculos de história, de cultura e de comércio entre os países que os unem”.

Há dois erros no discurso da sra.Merkel. O primeiro é o de considerar os EUA como uma espécie de União Européia do Novo Mundo. Os países não se candidatam a fazer parte dos EUA como se candidatam a fazer parte da União Européia, como a Turquia vem tentando há anos e alguns países do Leste recentemente conseguiram. Provavelmente acostumada a entender os países pobres que limitam com o seu bloco como pedintes desesperados em busca de aceitação, a sra. Merkel achou que os mexicanos são, como os turcos, postulantes a uma vaga no clube dos ricos mais próximo. E este clube é, para ela, os EUA.

Em segundo lugar, o México não é um apêndice dos EUA. Não sei até que ponto a sra. Merkel conhece a história do país de Pancho Villa. Talvez não saiba que extensas partes do antigo território mexicano foram anexadas pelos EUA e talvez também não saiba das particularidades culturais daquela nação que, há mais de um século, repete para si mesma o velho ditado,: “Pobre México! Tão longe de Deus e tão perto dos EUA!”. O simples fato de que, em alguns estados do Sudoeste dos EUA, a imensa quantidade de imigrantes mexicanos tenha mudado consideravelmente o semblante e os hábitos de boa parte da população – a Califórnia é um caso amplamente conhecido deste fenômeno – não quer dizer que os EUA tenham sofrido uma transformação profunda em suas estruturas, em sua auto-imagem e nos seus ideais norteadores. Moreninhos ou não, indiáticos ou não, WASPS ou não, os americanos continuam rigorosamente iguais ao que sempre foram e muito diferentes do que o resto da América é, incluindo o seu vizinho, o Canadá. Aliás, um inspirado Hélio Jaguaribe nos alerta para o fato de que há muito menos unidade entre a América do Sul e os EUA do que entre aquela e a Europa latino-germânica.

Estas são as duas hipóteses que encontro para justificar a declaração da sra. Merkel: ignorância geopolítica e ignorância histórica. Se há uma terceira razão, confesso que nem quero pensar no que seria – até porque certamente não seria outra espécie de ignorância.